Já imaginou enviar e receber e-mail, fazer e receber ligações, tirar fotos e ainda filmar por um computador que cabe na palma da sua mão? Do tamanho de um livro de bolso, os Palmtops - computadores de mão - estão aí para oferecer essa comodidade com consultas a e-mails, acesso a sites de notícias da internet e outras tarefas que podem ser feitas até mesmo quando o dono está no banheiro ou no carro, afinal os palms são menores que os notebooks e bem mais fáceis de serem transportados.
Esses eletrônicos ainda estão ganhando seu espaço, mas o ingresso na vida executiva cada vez mais cedo pelos jovens e a praticidade dos serviços oferecidos pelos palms tendem a tornar esses aparelhos a febre dos próximos anos, igual aos celulares. Só no Brasil, os telefones móveis já somam cem milhões de linhas, segundo reportagem de janeiro de 2007 publicada pela Revista Veja.
Como os celulares, os palms têm funções variadas: fazem ligações, têm jogos, calculadoras, calendários, agenda pessoal, acesso à internet, e-mails, permitem fazer, alterar e visualizar trabalhos no Word, Excel, PowerPoint, PDF, têm câmera digital, filmadora, MP3 player e afins.
Os preços dos aparelhos variam conforme o pacote de funções. O Se Liga encontrou palms de R$ 399 a R$ 1.598 em lojas e sites. Em Franca, ainda é difícil encontrar os computadores de mão. Algumas lojas só os vendem por encomenda.
Saber as tarifas para acesso à internet pelo palm também requer paciência. Os preços cobrados por uma das operadoras de telefonia (TIM) só foram informados depois da reportagem esperar por 15 minutos e falar com quatro atendentes diferentes. Há planos pré e pós-pago.
O Palmtop foi criado em 1996 e ainda está sendo difundido. Mesmo assim já é possível encontrar garçons de algumas cidades, como Gramado (RS), que deixaram os bloquinhos de papel de lado para registrar os pedidos dos clientes em palms.
Representantes comerciais e vendedores autônomos são comumente vistos com seus ‘computadorezinhos’ e canetinha postas na tela para registrar encomendas. Gustavo Luis Borges, 24, representante comercial e cantor sertanejo, utiliza palm no trabalho há cinco anos. Para ele, a principal vantagem do aparelho é agilizar os negócios. “Monto o pedido com o cliente e transmito on-line para a empresa e chega direto, em poucos minutos. Não cheguei a usar, mas antes dos palms, os vendedores da empresa usavam um livro para anotar os pedidos dos supermercados”, disse o jovem, que trabalha em Franca para uma distribuidora de Catanduva.
Os recenseadores do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) foram outros profissionais a se renderem à modernidade e, por que não, ao conforto que o computador de mão (PDA) proporciona. Até o último censo, os pesquisadores utilizavam os formulários de papel e isso acabava gerando um grande desconforto. Neste ano, a mudança foi radical. “Passamos a usar o computador de mão e só tivemos vantagens. É rápido para coletar os dados e para transferir para a nossa central em São Paulo. Além disso, é muito mais leve e não existe riscos de perder informação. Antes, corria-se o risco de perder papel com os dados”, disse o técnico em informações geográficas e estatísticas do IBGE de Franca, Eurico Campos.
Campos só tem elogios para o aparelho. “Ele tem mapa e os dados do último censo. Se a informação passada estiver muito fora dos dados de 2000, o computador acusa. Além disso, elimina o ‘não-resposta’ como acontecia nos formulários de papel por esquecimento do recenseador”.
Na região de Franca, estão sendo usados 64 aparelhos. Antes, os dados coletados pelos recenseadores do IBGE podiam demorar até 2 anos para serem divulgados. Neste ano, as primeiras informações devem ser liberadas já no fim do ano.
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