‘Quero acreditar que agora é verdade’


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A construção das casas para pessoas que vivem em barracos de madeira ou lona enfrentou um longo caminho até se concretizar. Há quase dois anos que a Prefeitura prometeu contemplar moradores de submoradias com casas, mas só agora começa a cumprir a promessa. No dia 16 de outubro de 2005, edital publicado pelo município no jornal trouxe os nomes de 32 famílias, que teriam uma casa para morar. Elas também foram notificadas por carta sobre as moradias. As unidades seriam feitas em terreno público no Jardim Santa Bárbara sob supervisão da ONG Habitat. Mas dificuldades em conseguir arquitetos para projetar os imóveis, falta de apresentação de documentos à Caixa Econômica Federal e outros problemas impediram o projeto de sair do papel. A esperança das famílias de terem um lar só reacendeu após reportagem do Comércio no dia 29 de outubro de 2006, que mostrou que sete dos 32 moradores do edital continuavam morando em péssimas condições. Só então a Prefeitura resolveu agir e anunciou a construção de 160 casas no Santa Bárbara para este ano. O mutirão das casas começa hoje. A auxiliar de limpeza Ana Cristina Cordeiro Lopes, que teve o nome publicado no edital e chegou a participar de reuniões da ONG Habitat, chorou ao falar que começará a fazer sua casa. “Esperei demais. Quase perdi as esperanças. Quero acreditar que agora é verdade”. Faz seis anos que vive em um barraco de madeira no Jardim Lima.

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