Ataques criminosos atingiram duas instituições, uma municipal outra privada, ontem de madrugada no Centro de Franca. Na ocorrência mais grave, bandidos invadiram a sede do Sindicado dos Sapateiros e levaram dinheiro, cheques e produtos eletrônicos, além de queimarem documentos. Outra vítima foi o Cemitério da Saudade, de onde foram roubadas ferramentas diversas. Nesse último caso, pelo menos as sepulturas foram respeitadas. Em ambos os crimes, prejuízo e nenhum suspeito detido.
Os dois furtos foram descobertos quase que simultaneamente no começo da manhã. Quando chegavam para mais um dia de trabalho, funcionários do Sindicado dos Sapateiros perceberam que a sede, situada na Rua Padre Anchieta, havia sido arrombada. “Foi coisa de profissional. De quem sabia muito bem o que estava fazendo”, contou o presidente da entidade, Paulo Afonso Ribeiro.
Os invasores escalaram o telhado do imóvel e conseguiram destravar o sistema de alarme, que havia sido implantado recentemente. Na seqüência, tiveram acesso ao interior, arrombaram cinco portas e quebraram o vidro do balcão de atendimento. Após abrirem caminho, chegaram à tesouraria e ao escritório da diretoria. Ainda estouraram o cofre e um armário de aço.
Foram levados dois monitores de computador, um notebook, uma câmera digital, celulares, 254 folhas de cheque em branco, dezenas de cheques preenchidos referentes a causas judiciais que seriam entregues a trabalhadores e cerca de R$ 4 mil em espécie. “Ainda estamos fazendo levantamentos, mas acredito que o prejuízo total seja superior a R$ 15 mil”.
Antes de deixarem o imóvel, os bandidos queimaram documentos diversos. O teor dos papéis destruídos ainda não foi levantado pelo direção. Paulo Afonso Ribeiro não descarta a possibilidade de a invasão ter motivações políticas (leia matéria ao lado). A ocorrência é apurada pelos agentes do 1º DP. Na semana passada, pessoas não identificadas entraram no Clube Recreativo do sindicato e levaram toda a fiação elétrica.
No mesmo momento em que a invasão ao Sindicato dos Sapateiros era comunicada à polícia, o administrador do Cemitério da Saudade, Fernando Caetano, também descobria que a porta do almoxarifado havia sido arrombada. Foram levados um botijão de gás, uma furadeira, um máquina de cortar pisos, roupas e ferramentas diversas.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.