O presidente do Sindicato dos Sapateiros, Paulo Afonso Ribeiro, falou ao Comércio sobre o ataque à entidade. Acompanhe sua entrevista.
Comércio - Qual foi o estrago causado?
Paulo Afonso - Estamos concluindo o levantamento, mas foram levados aparelhos eletrônicos, cheques diversos e cerca de R$ 4 mil. Teremos de comprar monitores e refazer toda a parte de informática. Acredito em um prejuízo mínimo de R$ 15 mil. Com isso, teremos que deixar de investir no nosso clube recreativo até controlar a situação. O que pesa mais nesse momento, é a violação a uma entidade, que presta um serviço exemplar.
Comércio - Teve algo que chamou sua atenção?
Paulo Afonso - O mais estranho nessa história é que havia computadores mais caros, mas acabaram levando o meu notebook de uso pessoal. Ele reunia informações do setor calçadista, de questões internas do sindicato e de dados históricos. Também queimaram documentos. Ainda não sabemos quais papéis foram destruídos. Instalamos há pouco tempo um moderno sistema de alarme em nossa sede. O curioso é que os invasores desligaram tudo certinho. Sabiam muito bem o que estavam fazendo.
Comércio - Quer dizer que a invasão pode ter motivação política?
Paulo Afonso - Não suspeitamos de ninguém, mas não descarto a hipótese de ter ocorrido alguma vingança ou motivação política. Passamos por uma eleição complicada, embora não acuso ninguém. O caso foi entregue à polícia.
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