Um trabalho que agrada a todos. Assim define o diretor e autor Milton Morales filho o seu espetáculo, O Cadarço Laranja, que será apresentado hoje e amanhã no Teatro do Sesi (Serviço Social da Indústria), dando continuidade à Mostra de Teatro Infantil 2007, que anualmente traz peças de qualidade, concebidas por companhias renomadas do Estado de São Paulo.
Neste fim de semana, a companhia da vez é a Teatro da Gioconda, fundada em 1999 por Milton e mais alguns colegas. “Eu estava no penúltimo ano de faculdade quando resolvi criar o grupo.
Inicialmente foi um trabalho paralelo, que não tinha nenhum vínculo com o curso”, afirma o diretor, ex-aluno da EAD (Escola de Arte Dramática) da USP (Universidade de São Paulo). Mas se a criação do grupo não teve nenhuma relação com os seus estudos, pelo menos a formação que ele teve foi a responsável por tanto talento e produções bem feitas da companhia, que tem como característica principal a montagem de textos inéditos e que sejam assistidos por pessoas de várias idades. “Nossas peças são pensadas com o intuito de serem vistas por todos os públicos, cada pedacinho delas atrai uma faixa etária. Outro ponto fundamental é a produção de textos inéditos, como é o caso de O Cadarço Laranja, escrito por mim em 2005”, conta ele.
Com a montagem que vem a Franca hoje e amanhã nada foi diferente. O grupo cumpriu o combinado e continuou com a excelente proposta de atingir todos os públicos. De acordo com Morales, O Cadarço Laranja está aí para mostrar a crianças, jovens e adultos um mundo fantástico e que não se restringe ao “teatro infantil” apenas. “A peça é um convite a uma grande viagem por mundos desconhecidos, distintos... Tudo em função da procura pelo cadarço laranja”, adianta o diretor.
Pois se é um convite, entre, e viaje junto com o personagem principal, o H, que perde o seu cadarço laranja e ao tentar encontrá-lo chega ao Governo do Estado das Coisas Perdidas. O que parecia uma grande ajuda, torna-se uma verdadeira burocracia. No Governo, ele conhece Busco, um funcionário cansado de cumprir ordens e de agüentar o seu chefe. Juntos, os dois percorrem vários lugares (como o país do ócio, o país das lembranças...) onde, além de encontrarem o cadarço, vão viver muitas experiências. “Isto é que é primordial no enredo. O importante não é encontrar o cadarço, e sim as vivências dos dois. E esta é também uma questão da vida: o que importa não é o destino, e sim o caminho”, reflete Milton. “O espetáculo também tem semelhanças com Alice No País dos Espelhos, de Lewis Carroll, que trabalha com a questão do mundo real e fantástico, seguindo a linha da nossa montagem”, acrescenta.
Para tanta harmonia, é claro que os oito meses de ensaios e estudos foram mais que suficientes. “Cuidamos bastante para que tudo saísse conforme queríamos. A peça foge um pouco do visual ‘peça infantil’, mas é colorida, bonita, tem movimento. E isto chama a atenção, principalmente dos menores”, afirma. Mas não são apenas estes elementos que instigam os pequenos. O cenário, composto por caixas, as quais os atores abrem e delas retiram coisas, também é bastante atrativo, sem contar a trilha sonora, totalmente inédita, que traz canções compostas a partir do texto.
O espetáculo O Cadarço Laranja conta com seis atores em seu elenco (dentre eles estão Ernani Sanchez, Leandro Madeiros, Daniel Infantini, Joice Jane Teixeira, Karina Gomes e Isabel Rodolfo), tem 70 minutos de duração e será apresentado hoje e amanhã, às 16 horas, no Teatro do Sesi. Como o de sempre, os ingressos começam a ser distribuídos na porta do teatro com uma hora de antecedência. O Sesi fica na Avenida Santa Cruz, 2870. Mais informações pelo telefone (16) 3721-1444.
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