O carcereiro permanece recolhido no presídio da Polícia Civil em São Paulo. Seus advogados pretendem ingressar com um habeas corpus hoje no Tribunal de Justiça solicitando a liberdade provisória dele. Para a defesa, o delegado seccional, Maury de Camargo, teria se baseado apenas na acusação de presos para pedir sua prisão.
Os detentos que estavam na cela em que foram encontrados os tijolos de maconha prestaram depoimento na sede da DIG após a descoberta da droga. Três deles disseram que o carcereiro teria repassado a encomenda no último plantão dele.
Há contradições na forma: um alega que a maconha estava em uma sacola e que entrou na cela com o tambor de lixo. Outro, alega que os tijolos teriam entrado pelo telhado. Segundo a acusação, o carcereiro receberia R$ 450 para cada quilo que deixasse entrar. “Vamos entrar com o recurso amanhã (hoje), pois é desnecessária a manutenção da prisão temporária. Além de preencher os requisitos legais para responder em liberdade, a prova acusatória está sustentada no depoimento de três presos”, comenta o assistente de defesa Adauto Casanova, ao lado do advogado Reginaldo Carvalho.
Segundo o advogado, o carcereiro era tido como linha dura e seria jurado de morte pelos presos. No dia seis de junho, ele apreendeu um revólver calibre 32 dentro de uma cela. Também frustrou uma recente tentativa de fuga e teria sido proibido de entrar no pátio sob pena de morrer.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.