PM prende seis desocupados em boca-de-fumo no Centenário


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Policiais da Força Tática apresentam suspeitos de tráfico de drogas na Dise. Eles podem ter cometido outros crimes na cidade
Policiais da Força Tática apresentam suspeitos de tráfico de drogas na Dise. Eles podem ter cometido outros crimes na cidade
Cinco desocupados de São Paulo foram presos pela Polícia Militar perto de uma boca-de-fumo no Jardim Centenário ontem à tarde. Eles estavam na companhia de um morador de Franca no interior de um Monza com placas de Jundiaí. Portavam maconha e cápsulas de cocaína. A maioria não apresentou documentos e disse que veio à cidade passar férias. A polícia acredita que a intenção do bando era cometer assaltos na cidade. Eles são suspeitos de integrar uma facção criminosa. Durante patrulhamento de rotina pela Rua João Lamarca Matos, a Força Tática 1, comandada pelo sargento Gonçalves, avistou o veículo em atitudes suspeitas e resolveu fazer a abordagem. “Eles desceram e saíram correndo. Vimos quando um dos indivíduos dispensou uma porção grande de maconha. Fizemos a vistoria no interior do carro e encontramos dois cigarros de maconha, outra porção da droga e duas cápsulas de cocaína”, disse. Na posse dos suspeitos também foi encontrado R$ 1,2 mil. Um deles já tinha passagem anterior por tráfico e outro por porte de arma. “Achei o cano (revólver) na rua, senhor”, disse, sem convencer. Com os corpos tatuados, falando gírias típicas de criminosos, vestindo bermudões e calçando chinelos de dedo, disseram que vieram passar férias na casa de um amigo em Franca, mas não souberam falar o nome dele. O bando foi conduzido à sede da Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes). Minutos depois, uma conhecida advogada que, segundo a polícia, tem, entre seus clientes, bandidos acusados de integrarem o PCC, chegou para acompanhá-los. Ela não teve muito trabalho. O delegado Pedro Luiz Dallaqua entendeu que não havia elementos suficientes para indiciá-los em flagrante e registrou o caso averiguação de tráfico de drogas. Após prestar depoimento e serem fichados, os indivíduos foram liberados e orientados a deixar a cidade. “É difícil acreditar que vieram a Franca passar férias. Acredito que a intenção deles era cometer crimes, como vender drogas ou praticar roubos. Infelizmente, não foi possível mandá-los para a cadeia”, finalizou Gonçalves. A polícia tem redobrado as atenções e intensificado a fiscalização sobre veículos suspeitos vindos de outras cidades. O estado de alerta foi adotado após boatos darem conta de que criminosos vieram a Franca com o objetivo de matar um policial.

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