O chefe de gabinete da Prefeitura, José Paschoal Ribeiro, será ouvido hoje, a partir das 9 h, na Câmara, pelos membros da CEI (Comissão Especial de Inquérito) que investiga a fraude na licitação nas obras de contenção às enchentes do Córrego dos Bagres. Homem forte do prefeito Sidnei Rocha (PSDB), Paschoal foi intimado após ser citado pelos demais depoentes interrogados, entre eles, o secretário de Finanças, Sebastião Ananias, o secretário afastado de Planejamento Urbano Wilson Teixeira e o ex-chefe da Copel (Comissão Permanente de Licitações) Caetano Perobelli.
Segundo o presidente da CEI, vereador Silas Cuba (PT), os depoimentos desses servidores convergiram no mesmo sentido: Paschoal, não se sabe se a mando do prefeito ou por conta própria, pressionou para que a licitação para a elaboração do projeto técnico das obras fosse elaborada rapidamente. “Temos de saber as razões pelas quais o chefe de gabinete tanto pressionou os subordinados do prefeito”, disse Cuba.
Na semana que vem, será a vez dos responsáveis pelas empresas envolvidas na licitação, Betontest e FFC Engenharia, prestarem esclarecimentos. De acordo com Cuba, as declarações dos empresários poderão dar o caminho para novas descobertas. “A FFC e a Betontest participaram de outras obras importantes, como a construção da ponte da Rua Cuba e a primeira parte das obras do Córrego dos Bagres”, disse. “Podem ter muito a dizer, com certeza”.
NA JUSTIÇA
A obra de aprofundamento da calha e alargamento das margens do Córrego dos Bagres foi anunciada e cancelada por Sidnei Rocha em maio. O tucano tinha em mãos evidências de fraude e superfaturamento. O Ministério Público também investigou o caso e concluiu que existia um grupo armando para desviar R$ 1,2 milhão dos cofres públicos.
Com as evidências, o MP decidiu processar, sob suspeita de improbidade admistrativa, formação de quadrilha e conluio, os servidores públicos Wilson Teixeira, Marco Antônio Franceschi e Caetano Perobelli (já demitido), os empresários Taísa Franceschi (Betontest), José Eduardo Corrêa (FFC) e o engenheiro civil Virgílio Reis.
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