Córrego ainda oferece perigo a crianças do Portinari


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O poço em que o garoto Wesquelei Tadeu Oliveira, 16, morreu afogado na tarde de terça-feira continua aberto e oferecendo riscos. Com a profundidade de cerca de dois metros, o local fica bem perto das casas do Jardim Portinari e é de fácil acesso. “A cachoeirinha”, como é conhecido o ponto freqüentado pelos adolescentes do bairro, fica próximo ao Sítio Natal, mas não existe nenhuma cerca ou placas orientando que o lugar é perigoso. O pequeno riacho corta um pasto situado nas margens da Avenida Margarida Fornazier Cardoso de Oliveira. O poço onde ocorreu o acidente mede pouco mais de três metros de largura e, segundo os bombeiros, dois metros de profundidade. O caseiro do sítio, Natal Carlos Antônio Matheus, 45, que fica na margem do córrego, confirmou que o poço é perigoso e que a área pertence à Prefeitura. “As terras do sítio só vão até as margens dele. A divisa da propriedade é o córrego. Todos os dias, junta uns 50 moleques no poço. Eles saltam do barranco e lá é perigoso. Já falei para eles, mas não adianta”, disse morador da propriedade rural. Já do outro lado do riacho, ao lado da avenida do bairro, existe uma única placa de alerta, mas sobre a proibição de se jogar entulhos no terreno. Do asfalto até a chegada da “cachoeirinha”, são 600 metros. “Não tem cerca, não tem nada. As crianças entram nesse mato e ficam lá no perigo. As mães precisam orientar que lá é perigoso”, disse a dona de casa MAC, 43. Já o secretário de Serviços Municipais, Ismar Tavares, disse que o local do acidente é uma área rural e particular e, portanto, a Prefeitura não pode interferir. (Daniel Rodrigues)

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