‘Cachaça? Meu negócio é uísque, campari, meu filho’


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Roseli dos Reis Cintra concedeu uma animada entrevista e contou detalhes de suas atividades. Acompanhe. Comércio - Como a polícia descobriu que fazia ligações clandestinas? Roseli Cintra - Tinha um bacaninha do lado, lá. Depois que liguei, arrumei o telefone e fui, muito educada, perto dele e falei: eu tava fazendo um negócio errado, aí. O telefone tá funcionando direitinho? Ele disse que sim e acabou chamando a polícia pra mim. A tantan, aqui, perguntando se tava tudo ok e o cara acabou me dedando. Pisou na bola. Se pegar ele, vou dar uns tapas. Comércio - Já tem passagens pela polícia? Roseli - Não, mas agora vou ter. Sou gente boa, uma pessoa certinha e preciso de meu nome para trabalhar. Não preciso roubar, não. Comércio - Seu negócio é fazer gambiarra? Roseli - Se precisar, né? (risos) Nunca roubei, pago minhas contas direitinho, nunca fumei maconha e quando vou em bar, pago minhas contas. Nunca fiz nada de errado. Comércio - E de uma cachacinha, você gosta? Roseli - De cachaça, não, senhor, meu filho. Tá achando eu com cara de quê? Eu bebo é uísque, campari, meu filho. Para sair comigo, tem que ter (dinheiro). Comércio - Como vai manter a pose na cadeia? Roseli - Na cadeia? Eles falaram que não vou presa. Vou beber um trem assim que sair daqui. Essa semana tá muito complicada: sumiu o meu cachorro, vou presa, perco o serviço. Ou Deus está preparando uma coisa muito boa para mim ou não existe. Comércio - Então, no presídio você vai ter que descer do salto alto, vai perder a pose... Roseli Cintra - Por quê? Lá não pode andar de salto alto, não?

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