Além da prisão, a Polícia Civil também conseguiu um mandado para fazer buscas na casa do carcereiro. As diligências foram efetuadas ontem. Segundo Maury de Camargo, nada de relevante teria sido encontrado. “Apreendemos apenas alguns documentos para serem analisados”.
O policial acusado de facilitar a entrada de drogas na cadeia passou o dia na sede da Delegacia Seccional. De acordo com Maury de Camargo, ele seria encaminhado no fim da tarde para o presídio da Polícia Civil em São Paulo. Não foi informado se o carcereiro teria sido omisso ou recebido dinheiro para permitir que tijolos com mais de um quilo de maconha fossem parar dentro das celas. O seccional não achou prudente a divulgação do nome do acusado. “De repente, ele é inocentado e pode dar problemas”.
Policiais que conhecem o carcereiro disseram - sob a condição de anonimato - que ele estaria sendo vítima de uma grande injustiça. “É um funcionário exemplar e que sempre realizou bons serviços na cadeia. Foi responsável por apreensão de drogas e armas. Justamente por ser correto é que os presos citaram o seu nome. Estão pegando ele como bode expiatório”.
Em dezembro passado, um carcereiro também foi detido e removido da cadeia após a mulher dele ser surpreendida tentando depositar dinheiro em uma conta supostamente pertencente a integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital). Seis meses se passaram e nada ficou comprovado contra o policial.
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