Vergonha e morte


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Aparentemente uma notícia quase ‘comum’ nos dias de hoje, ocorreu na China e foi pouco divulgada. Infelizmente, são muitos os que põem termo à vida por esse mundo afora... Mas o que me impressionou foi o que poderá ter sido a ‘gota d’água’ deste ato de puro desespero. A jovem tinha 16 anos e chamava-se Huang Xiaoling, filha adotiva de um casal pobre da cidade de Shenyang, não comia há mais de um dia e, numa padaria da cidade, meteu um pão no bolso por não ter dinheiro para pagar o preço. O padeiro notou o roubo e humilhou a jovem em público durante uma hora perante os clientes, de nada valendo as desculpas apresentadas pela adolescente nem a intenção de um dos clientes de pagar o valor em falta. O proprietário da padaria informou a escola de Huang, originando uma segunda humilhação por parte da professora, um ato muito freqüente no sistema de ensino chinês em que se avalia a atitude e os resultados dos alunos, mesmo fora da escola. No regresso a casa, a menina fechou-se no quarto e começou a escrever uma nota de suicídio, com os familiares a pensar que estivesse ocupada com trabalhos de casa. – Sinceramente não queria roubar o que não me pertencia. Sei que cometi um erro, mas naquele momento tinha fome e não resisti à tentação do pão. Estou envergonhada, escreveu Huang. Em seguida, tomou veneno e se matou. Enquanto isso, no Brasil se roubam milhões e tudo vira pizza. Vergonha aqui, nem pensar. Com certeza, a pizza brasileira, como no episódio Renan Calheiros e tantos outros e o pão chinês não são farinhas do mesmo saco. Que mágoas trazia consigo esta adolescente chinesa para chegar a este ponto? Que possibilidades tinha ela num país como a China onde as mulheres são discriminadas e maltratadas diariamente? O que é que a agarrava à vida senão a tentativa de sobreviver num mundo cruel? Este caso não é único nem raro no mundo. E leva-me a questionar. Que mundo é este em que vivemos, onde se desperdiçam toneladas de comida diariamente, onde os patrões obrigam os empregados a jogar fora comida do dia que não foi vendida (como fazem muitos estabelecimentos que conheço aqui mesmo em Franca) em vez de matar a fome de quem precisa? Que mundo é este onde a riqueza está cada vez mais concentrada em alguns e em que os pobres são cada vez mais? E onde os direitos humanos, das mulheres e das crianças não são respeitados? Que mundo é este onde diariamente morrem muitos homens, mulheres e crianças de fome e onde outros milhares morrem por complicações de comer em demasia? Que mundo é este onde se avalia as capacidades duma pessoa pela raça, pelo sexo, pela religião (ou ausência desta), pela aparência, pelo nível econômico e pelo país a que pertence? LADRÕES NA INTERNET Continuam a ser disseminados pela Internet falsos e-mails como se procedessem do Banco do Brasil, Receita Federal e outras fontes oficiais e particulares, especialmente bancos. O objetivo dos autores é obter senhas e informações pessoais de incautos, que podem ter suas contas bancárias esvaziadas fulminantemente por esses ladrões. Todo cuidado é pouco. CHEGA DE IMPUNIDADE! Difícil conhecer alguém que nunca tenha sido assaltado, nos dias de hoje. A triste realidade está presente na vida da grande maioria, de forma que o medo acaba sendo mais comum do que se imagina. Eis um provérbio interessante que deveria servir de paradigma para a cúpula responsável pela estabilidade da ordem social: ‘Quando uma árvore cresce e começa a destruir com suas longas e grossas raízes as paredes, muros e asfaltos, a solução mais viável para impedir o avanço da destruição desse meio, poderia ser o corte das raízes’. Certo? Não, errado. Porque as raízes voltarão a crescer e o problema persistirá em continuar. Portanto é preciso que derrube a ‘árvore’ só assim os seus tentáculos serão destruídos. Neste momento de crise na segurança pública, se faz necessária uma política emergencial de combate ao crime organizado. Não é mais admissível que os criminosos determinem quem deve morrer ou viver, engendrando o terror às famílias. O momento é tenso e de comoção. Chega de impunidade. POSITIVO O projeto Patrulha Amiga, em desenvolvimento pela Associação do Comércio e Indústria de Franca (Acif), pode trazer maior segurança para as ruas centrais de Franca. Consiste em treinar e equipar homens para evitar furtos e atos de vandalismo no centro da cidade. Para não gerar conflito, é preciso que essa idéia conte com o aval das Polícias Militar e Civil e Guarda Municipal. Unir forças nesse momento de caos na segurança só beneficiaria a população. NEGATIVO A Praça Barão, no centro de Franca, já tem apelido. É chamada agora de albergue diurno. Tudo porque, durante o dia, desocupados tomam conta dos bancos, esticam-se e puxam uma soneca demorada, como se fossem donos da praça. As autoridades precisam colocar esses vadios para correr, antes que comecem a exigir, do poder público, sopa quente para o jantar. PRAÇA DA ESTAÇÃO Alô prefeito Sidnei Rocha. Continuo passando todas as semanas na Praça da Estação, na esperança de encontrar indícios de melhorias no local. Um recado, amigo prefeito: a coisa anda tão feia, que não se vê polícia, muito menos cones. Continuo insistindo. Temos que salvar a Praça da Estação, abandonada à própria sorte e tomada à noite por marginais, travestis e prostitutas.

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