Sidnei anuncia obra, mas enchentes seguem


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Máquinas trabalham no Córrego dos Bagres, na primeira fase de canalização: obras anunciadas  não terão efeito na contenção de enchentes no Galo Branco
Máquinas trabalham no Córrego dos Bagres, na primeira fase de canalização: obras anunciadas não terão efeito na contenção de enchentes no Galo Branco
O Córrego dos Bagres, famoso pelos problemas que causou à administração de Sidnei Rocha (PSDB), está de volta aos centro das atenções. O prefeito anunciou ontem que investirá R$ 3,8 milhões em recursos da própria Prefeitura na canalização de 600 metros do córrego. O objetivo da obra é consertar as paredes do canal, que estão danificadas e proporcionam riscos de desabamento, além de ampliar a capacidade de vazão de água em até 40%. A licitação será aberta hoje e o prazo estipulado para conclusão é 28 de novembro, aniversário da cidade. As obras, a serem realizadas no trecho compreendido entre as Ruas Evangelista de Lima e Afonso Pena, serão uma continuidade da canalização executada no ano passado. As paredes, que hoje são na diagonal, serão chanfradas e ficarão retas. Com isso, a capacidade de fluxo de água aumentará de 81 para 137 metros cúbicos por segundo. “É um dos lugares que mais dá problemas de inundação. Atacaremos (o problema) para responder à população”. Apesar do investimento, a própria administração municipal afirma que a obra não deverá resolver o grande problema da região, que são as inundações, sobretudo no período das chuvas. “Não sabemos como as chuvas virão. Se vierem no mesmo volume deste ano, ficará complicado conter as inundações”, disse o tucano. A secretária de Obras, Valéria Marson, concordou com seu chefe e disse que somente a execução do aprofundamento do leito e alargamento das margens do Bagres na região, obra anunciada por Rocha mas cancelada por problemas de licitação (leia mais nesta página), podem resolver, de vez, a questão. “Enquanto esse serviço não for realizado, acontecerão os mesmos problemas”, disse. TRÂNSITO Segundo Valéria, os comerciantes que mantêm estabelecimentos no trecho que será trabalhado não terão motivos para se preocupar. Ao contrário do que ocorreu na primeira fase das obras, o trânsito não será interditado. “Vamos utilizar duas faixas da pista e manter uma de rolamento. O único inconveniente é que não haverá lugar para estacionar, o que deverá ser feito nas ruas paralelas”. CRECHES Em relação às denúncias feitas pelo vereador Gilson Pelizaro (PT) que envolvem a construção de uma creche no Jardim Panorama sem licitação, Sidnei Rocha foi incisivo: não vai desistir da obra. “No Paulistano, se aumentar duas salas, resolve-se o problema. Para o povo pobre, no Panorama, é mais difícil. Por isso determinei a mudança de local”, disse. Ele ainda admitiu que começou realmente a obra sem a aprovação da Câmara nem o cumprimento dos trâmites exigidos por lei. “Já fizemos mais de um quinto da obra. Se houve ilegalidade, já foi feita (...) Se for preciso, pago a creche do meu bolso”. Rocha aproveitou para alfinetar Pelizaro e Silas Cuba (PT). “Cumprimento os vereadores de oposição, que são dois, pelo espaço que estão ocupando na mídia sem nunca terem feito nada pela cidade. Fazem parte do grupo que afundou a cidade”.

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