Bagres: fraude em licitação ainda ‘assombra’


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O anúncio do prefeito Sidnei Rocha, feito ontem, das obras no Córrego dos Bagres, deixou claro que o fantasma da licitação do empreendimento anterior ainda “assombra” os corredores da Prefeitura. Auxiliares diretos do tucano, em conversas informais com a reportagem, foram unânimes em dizer: por conta do problema, todos os cuidados serão redobrados desta vez. “Ele já monitorava, mas como muita gente pisou na bola, vai acompanhar ainda mais de perto”, disse um deles. O temor do prefeito é justificável. Em 19 de março, o tucano anunciou que investiria R$ 6 milhões até o fim do ano em obras de contenção de enchentes. 11 dias depois, em 30 de março, teve de suspender tudo ao descobrir que um engenheiro da Prefeitura, Marco Antônio Franceschi, é marido da proprietária da Betontest Engenharia, Taísa Franceschi, que fez o projeto técnico da obra. Rocha apontou ainda a possibilidade de superfaturamento da obra. Após o cancelamento, o Ministério Público entendeu que havia um grupo envolvendo servidores públicos e empresas de engenharia, se articulando para desviar R$ 1,2 milhão dos cofres públicos. A Promotoria recomendou então que o ex-secretário de Planejamento Wilson Teixeira; o ex-presidente da Copel Caetano Perobelli; o casal Franceschi; o proprietário da FFC Engenharia, José Eduardo Corrêa, e o engenheiro Virgínio Reis, fossem investigados sob suspeita de improbidade, formação de quadrilha e conluio.

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