Sabesp: Câmara mantém vetos


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A Câmara aprovou ontem, com 13 votos favoráveis, o veto a 17 emendas dos vereadores à lei que permitiu a assinatura do contrato da Prefeitura com a Sabesp para a execução dos serviços de água e esgoto. Somente uma foi sancionada pelo Executivo, que proíbe o corte de água às sextas-feiras. A estratégia do prefeito Sidnei Rocha para garantir a derrubada por atacado foi simples: seus assessores prometeram aos vereadores Marcelo Valim (PSDB) e Graciela Ambrósio (PDT), que votaram contrários ao contrato com a estatal, que apresentariam projetos de lei atendendo aos seus pedidos caso mantivessem seus vetos. “Passaria de qualquer forma, então, tratei de garantir um benefício importante a 1,7 mil pessoas”, disse Graciela, que pediu a separação dos hidrômetros em habitações populares. Quanto aos demais projetos, a criação de uma Comissão Especial de estudos para avaliar a prestação de contas da Expoagro 2007 foi o que mais causou discussões. O autor da matéria, Gilson Pelizaro (PT), precisou “jogar pesado” para conseguir a aprovação. “Foi no sufoco. Cinco vereadores votaram contra. Não entendo isso: votam contra a fiscalização do Executivo”, disse, referindo-se a Valim, Zezinho Cabeleireiro (PTB), Donizete da Farmácia (PMN) e os tucanos Jepy Pereira e Rui Engrácia. Estratégia também não faltou na hora de votar projeto de Marcelo Mambrini (PMN) que estabeleceria gratuidade a policiais militares em cinemas, teatro, shows, feiras e eventos esportivos. No momento da chamada, a maioria se ausentou do plenário para evitar desgastes. “É fria”, disse um deles, que preferiu, por motivos óbvios, o anonimato.

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