Depois de evitar declarações à imprensa sobre a descoberta de grande quantidade de drogas e telefones celulares na cadeia do Jardim Guanabara, o delegado seccional, Maury de Camargo Segui, quebrou o silêncio e falou sobre o caso ontem. Disse ter ficado irritado com a situação e acreditar no envolvimento de funcionários do presídio. Prometeu rigorosa apuração e escalou três delegados para investigar como os produtos entraram nas celas.
Durante operação realizada na cadeia segunda-feira, os policiais encontraram diversos tijolos de maconha e dezenas de celulares. As drogas estavam no interior da cela dois. O seccional informou que foram apreendidos 4,8 quilos de maconha, porções de cocaína e 20 telefones celulares.
Os oito presos da referida cela foram conduzidos à sede da DIG e passaram a noite prestando depoimento. Foram indiciados por tráfico de entorpecente. “O que queremos saber é como as drogas chegaram lá e onde compraram. É difícil acreditar que não houve participação dos funcionários da cadeia. Vamos apurar os fatos e ver se levaram algum tipo de vantagem”.
Segundo o seccional, é possível que carcereiros tenham levado algum tipo de vantagem financeira, embora ainda não tenha provas para fazer a afirmação. Nomes passados pelos detentos estão sendo averiguados. Além de Maury de Camargo, os delegados Wanir da Silveira e Pedro Dallaqua conduzem as investigações. “Estamos de olho na situação financeira dos funcionários e vamos ver se têm patrimônio compatível com o salário que recebem. Nunca tinha visto uma apreensão tão grande desde que estou aqui. Vamos identificar e punir os responsáveis”.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.