Para o presidente do Sindifranca (Sindicato das Empresas Calçadistas de Franca), Jorge Félix Donadelli, a pirataria é uma cultura antiga da cidade e difícil de ser combatida. “Todos os produtos sofisticados são alvos de cópia. Não temos uma política ou projeto específico para evitar esse tipo de ação. Se o empresário não patentear a criação, ela fica livre para ser copiada e isso é lamentável”, disse.
Donadelli, que também é calçadista, diz ser constantemente pirateado em suas criações e, apesar de todos os cuidados tomados durante o desenvolvimento, a cópia do produto final é quase inevitável. “Digo que seria quase um procedimento natural. Porém, se o empresário capaz de copiar um produto se esforçar um pouco mais, ele consegue criar um modelo próprio. É preciso querer e se lutar por isso”.
Descrente de leis ou políticas que coíbam o ato, o presidente do Sindifranca disse que a utilização de funcionários fiéis e de responsabilidade na criação evita que os detalhes vazem antes do produto chegar ao mercado. “Evitar a pirataria considero impossível, mas com trabalhadores fiéis, honestos e de confiança o processo de cópia fica bem mais difícil”.
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