Pesquisa da Unifran encontra analgésico em ipês-roxos


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Pé de ipê-roxo: árvore comum na região apresenta substâncias analgésicas e antiinflamatória, aponta pesquisa da Unifran
Pé de ipê-roxo: árvore comum na região apresenta substâncias analgésicas e antiinflamatória, aponta pesquisa da Unifran
As ruas e propriedades rurais de Franca e região podem estar cheias de uma planta com alta propriedade analgésica e antiinflamatória sem que a população se dê conta. Um estudo que a princípio era um projeto de mestrado apontou um alto potencial medicinal nos populares ipês-roxos. A pesquisa desenvolvida na Unifran (Universidade de Franca) ainda está em fase embrionária e não existe, pelo menos por enquanto, a intenção de explorar comercialmente a descoberta. De acordo com o professor de Ciências da Unifran e orientador do estudo, Márcio Luiz de Andrade e Silva, o aluno Ícaro Eduardo Fuchs da Silva, durante aulas de fitoterapia, estudou as propriedades da planta e descobriu em suas folhas e flores uma alta concentração de lapachol, uma substância analgésica encontrada em várias espécies do gênero Tabebuia (ipês). Márcio diz que foram feitos testes com três doses do ensaio preparado com flores e folhas do ipê em grupo de ratos e camundongos. O grupo em que foram usadas as folhas do ipê apresentou sintomas parecidos aos da utilização da morfina, em que os ratos permaneceram imóveis. Já o grupo em que foram usadas substâncias retiradas das flores apresentou reação inversa, com bastante agitação e excitação. O professor salienta que a diferença de comportamento é possível por não se saber quais são as substâncias presentes na planta e as ações delas no sistema nervoso central. “A diferença pode ser por causa de substâncias diferentes que têm cada parte (flor e folha), que podem agir também de forma diferente.” Outros ensaios serão feitos para confirmar a descoberta. Saber quais são as substâncias é o próximo passo do estudo. Os pesquisadores aguardam a chegada de um equipamento para isso. Márcio acredita ainda que possa haver algum componente antidepressivo na composição da planta. Após o processo de identificação, será realizada a parte de isolamento das substâncias, um procedimento que, segundo Márcio, não é possível em Franca. O projeto não tem recursos específicos para sua realização. Cabe à Unifran a disposição da estrutura física do laboratório onde está sendo feito o estudo e à Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) a doação de equipamentos específicos. Participam ainda do projeto os professores Jairo Kennup Bastos, Wilson Roberto Cunha e Ademar da Silva Filho

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