S. Casa recebe R$ 2 milhões e começa a pagar as dívidas com fornecedores


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A Secretaria Estadual de Saúde anunciou ontem a liberação de recursos para a Santa Casa de Franca. No total, serão repassados para o hospital R$ 5,6 milhões. Do montante, R$ 3,6 milhões fazem parte da inclusão da entidade no projeto Pró Santa Casa. Os outros R$ 2 milhões são referentes a uma emenda parlamentar do deputado estadual Gilson de Souza para ajudar a instituição. Os R$ 2 milhões já estão na conta da Santa Casa; os outros R$ 3,6 milhões serão pagos em parcelas mensais de R$ 600 mil até o fim do ano. O provedor da casa, José Chimionato, disse que os R$ 2 milhões serão usados para pagar parte da dívida com os fornecedores. “Devemos quase R$ 5 milhões. Não vamos quitar tudo, mas pagando parte do que devemos, os fornecedores retomarão a entrega de medicamentos à Santa Casa”. Os R$ 600 mil a serem repassados por mês servirão para baixar o déficit de R$ 1 milhão com o qual o hospital opera. “Ainda deveremos R$ 400 mil. Estamos com uma política interna para reduzir R$ 200 mil das despesas. Os outros R$ 200 mil, tentaremos apoio dos prefeitos da região”. O deputado Gilson de Souza, que abriu mão de todas as suas emendas parlamentares para direcionar os recursos para a Santa Casa, espera que o dinheiro sirva para marcar uma nova etapa na relação entre o hospital e a região por ele atendida. “Quero muito que os R$ 2 milhões afastem de vez a crise crônica do hospital e que o corte de atendimentos seja só uma triste marca do passado”, disse o deputado. “Tenho fé que o provedor José Cândido Chimio-nato vai conseguir controlar as despesas e manter a Santa Casa atendendo a população de Franca e região”. COMO É O projeto Pró Santa Casa foi implantado pelo governo estadual para auxiliar financiamentos em hospitais filantrópicos do Estado que enfrentam problemas com a falta de reajuste da tabela de procedimentos do Ministério da Saúde. Para receber ajuda, a Santa Casa terá de seguir metas estabelecidas pela Secretaria do Estado de Saúde. Uma das exigências é que a gestão dos leitos seja transferida para o Estado. A entidade também deverá seguir padrões de cesáreas e controle de infecção hospitalar estipulados pelo governo estadual,

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