Violência na porta da escola EETC assusta pais e alunos


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Alunos saem pelo portão principal da EETC (Escola Estadual “Torquato Caleiro”): brigas entre adolescentes têm preocupado pais
Alunos saem pelo portão principal da EETC (Escola Estadual “Torquato Caleiro”): brigas entre adolescentes têm preocupado pais
Crianças correndo, com medo de se ferir; pessoas machucadas; polícia de sobreaviso; população revoltada. Todos esses acontecimentos, comuns em zonas de conflito, como nas favelas cariocas, têm ocorrido em pleno Centro de Franca. E o que é pior: em uma escola da rede pública de ensino, a tradicional EETC (Escola Estadual “Torquato Caleiro”). A razão de todo o pânico são violentas e constantes brigas que acontecem ao final das aulas e envolvem os alunos adolescentes. A diretoria alega que faz sua parte. A Polícia Militar também. Mas os confrontos não param e deixam temerosos os pais das crianças que lá estudam. A dona de casa Maria* tem um filho de 11 anos matriculado no período da tarde. Na última sexta-feira, viu o garoto chegar em casa, após a aula, apavorado. “Ele pediu para não voltar mais para a escola. Teve uma briga muito feia lá e, na hora da confusão, fecharam o portão e deixaram umas crianças para dentro e outras para fora”, disse. “O diretor precisa fazer alguma coisa”. Kelly* também está desesperada. Ela disse ter presenciado pelo menos duas brigas somente na semana passada e afirmou que elas não têm hora para acontecer. “Na sexta-feira, duas meninas se atracaram de manhã; à tarde, um rapaz deu um chute no outro e bateu nele mesmo no chão. As brigas acontecem dentro e fora da escola. Está precisando ter polícia é dentro da escola”. O diretor do EETC, Carlos Roberto Ferreira, reconheceu que as confusões têm ocorrido, mas negou que sejam comuns. “São fatos isolados. Ficamos muito tempo sem ocorrências desse tipo, depois acontecem duas seguidas em uma semana e fica essa impressão ruim”, disse o diretor, que atribuiu a “estranhos” boa parte dos conflitos. “O pessoal arruma confusão fora da escola e a briga acaba acontecendo aqui na porta”, disse. A APM (Associação de Pais e Mestres) do EETC foi procurada pela reportagem, mas, segundo informações do diretor, não havia nenhum membro na escola. “O pessoal vem para cá mais quando tem alguma reunião e a gente chama”, disse Ferreira. A diretora regional de ensino, Ivani Marchesi, disse estar em férias e impedida de falar sobre o assunto. Seu substituto, Hugo César, não foi encontrado na delegacia e não respondeu às ligações do Comércio. * Nomes fictícios

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