Franca pode ganhar oito vereadores


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Os críticos que achavam, até pouco tempo, que a Câmara de Franca estava “inchada” com 21 vereadores e apoiaram a redução para os atuais 15 podem ter, em breve, uma surpresa: o número de parlamentares pode novamente aumentar, e não só para os antigos 21, mas para 23. A idéia partiu do deputado federal Pompeo de Mattos (PDT-RS) e leva em conta critérios demográficos para a obtenção do número. Ele elaborou uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que deve ser votada este mês na Câmara Federal. A iniciativa também prevê a redução no repasse de verbas das Prefeituras para o Legislativo. Hoje, o máximo a ser repassado é 8% do Orçamento. Na nova proposta, o valor será de 7,5%. Se o número de vereadores da cidade deve aumentar, o mesmo não se pode dizer dos salários. Com a mesma verba para pagar os parlamentares, a tendência é que os salários dos vereadores sejam diminuídos em até 15%. No caso de Franca, podem passar dos atuais R$ 4,7 mil para algo próximo aos R$ 4 mil. Em Franca, os vereadores torceram o nariz para a proposta e a maioria se posicionou contrária (veja quadro nesta página). Normalmente calado e discreto, Zezinho Cabeleireiro (PTB) surpreendeu e foi o que teve posição mais firme. No seu entendimento, o problema não é o número de vereadores, mas o comodismo com o qual alguns conduzem seus mandatos. “Sou contra. Não adianta fazer isso. Basta os que já estão na Câmara saírem mais para as ruas. Eu percorro vários bairros, mesmo fora da minha região, para saber o que o povo quer e necessita para fazer minhas indicações”, disse. Para Luiz Carlos Fernandes (PDT), a intenção do Congresso em aumentar as cadeiras não está no interesse popular, mas no próprio futuro político. Segundo ele, os vereadores seriam utilizados para “fazer o nome” dos deputados. “Não tem cabo eleitoral melhor que vereador, que tem o contato direto com a população. Entendo que 15 é suficiente. Já dá boa representatividade”, disse. Pelo lado dos apoiadores da idéia, os vereadores petistas são os mais entusiasmados. Gilson Pelizaro e Silas Cuba vêem, com a PEC, a oportunidade de aumentar a bancada do partido. “Sentimos neste mandato como é fazer parte de uma oposição de dois apenas”, disse Cuba. SEM POSIÇÃO O vereador Maurício Chináglia não quis participar da discussão. Ele disse ser prematuro para emitir qualquer impressão sobre o PEC. Já o presidente da Câmara, Joaquim Ribeiro (PSB), não foi encontrado para falar sobre o assunto.

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