O agricultor João Luiz de Souza Faleiros, 55, sempre trabalhou com café. Ele ainda está no ramo, mas há sete anos resolveu experimentar algo diferente. Faleiros começou a produzir cachaça. João, que mora em Franca, montou o alambique no sítio em Ribeirão Corrente. No começo, era apenas um hobby. O tempo foi passando, e ele foi cada vez mais gostando da cachaça. Não só ele. A cachaça do agricultor é o que pode chamar de tricampeã. Em 2007, o produto levou a primeira colocação do Concurso Paulista da Cachaça de Alambique pela terceira vez.
Foi o empurrão que faltava para João Faleiros querer se profissionalizar. “Fiz cursos em Lavras (MG) para me aprimorar”, disse. Hoje o agricultor entende tudo de cachaça. No ano de 2000, quando começou, produzia 2 mil litros de cachaça. No ano passado, a produção já era de 8 mil litros. “Neste ano, quero chegar a 10 mil e, no próximo ano, a 12 mil”, disse.
Toda a produção é vendida na porta do alambique para os conhecidos e para quem vai tomando conhecimento da cachaça premiada. O litro a granel é vendido por R$ 3 e a garrafa a R$ 10. A clientela pode escolher entre a pinga branca (fica depositada em tonel de inox e pode ser consumida assim que termina a produção) e a amarela (conhecida como envelhecida já que fica curtindo durante um ano em tonel de carvalho). “Vendo mais a granel. A cachaça da garrafa fica mais para participar de exposição e concursos”, disse João.
Mesmo produzindo mais de 8 mil litros por ano, João Faleiros ainda não conseguiu registro no Ministério da Agricultura. “Para conseguir a licença, vou ter que investir aproximadamente R$ 15 mil. Tenho que me adaptar e construir o galpão de destilação, sala de fermentação e engarrafadora”. A construção está na metade. “No próximo ano, vou dar entrada no Ministério da Agricultura para regularizar a situação”. João Faleiros reclama da falta de apoio para o pequeno produtor de cachaça. “O apoio que consegui foi do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas)”.
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