Todos os usuários da rede de saúde pública que precisarem de internação (salvo casos de urgência e emergência) ou de exames como tomografia, litotripsia ou avaliação cardíaca na Santa Casa de Franca agora terão que passar pela unidade estadual de controle. É que começa a valer neste domingo o novo sistema de gerenciamento de vagas do hospital. Por meio de um convênio assinado no início do mês, o governo do Estado assume o controle sobre a entrada e o encaminhamento de pacientes para a Santa Casa de Franca, atividade antes desenvolvida pela prefeitura, e em troca, pagará R$ 600 mil ao hospital.
Apesar de passar a vigorar neste domingo, o novo sistema ainda não está definido. Não se sabe quais critérios o Estado adotará para dizer que paciente ficará em Franca, na Santa Casa, e qual será encaminhado a outros hospitais da região e nem de quem será essa responsabilidade. De qualquer forma, o provedor da Santa Casa, José Chimionato, garante que não haverá prejuízos aos doentes. “Será uma mudança gradual. No início, a Prefeitura continuará à frente e, aos poucos, a DRS (Diretoria Regional de Saúde) do Estado assume. Só vai passar de uma para outra”, disse.
A única definição diz respeito aos pacientes da região, o caminho será um pouco mais longo. Quando for constatada a necessidade de atendimento na Santa Casa, o médico do município terá de enviar um fax para a DRS e aguardar o retorno. “Quem vai decidir não somos nós, mas o Estado, que vai autorizar ou não a vinda e determinar até o quarto, se for caso de internação”, disse Chimionato.
E essa não será a única mudança na Santa Casa. Os R$ 2 milhões conseguidos pelo deputado estadual Gilson de Souza (DEM) para ajudar o hospital devem cair na conta da instituição nesta segunda-feira, dia 2. Com isso, os cortes de atendimentos nos ambulatórios de ortopedia e fisioterapia, no laboratório de análises químicas e no serviço de raio-x, que passaram a vigorar no dia 10 de junho, serão suspensos. “Com o dinheiro em mãos, vamos poder negociar com nossos fornecedores e não teremos mais motivos para manter os cortes. Nem acredito que conseguimos ajuda”, disse Chimionato.
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