Roberto Engler manda no partido, diz Sidnei Rocha


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Os tucanos Sidnei Rocha com Roberto Engler em imagem de arquivo:  briga pelo domínio regional mobiliza peessedebistas
Os tucanos Sidnei Rocha com Roberto Engler em imagem de arquivo: briga pelo domínio regional mobiliza peessedebistas
Roberto Engler é o manda-chuva do PSDB. Sem o consentimento dele, o partido nada realiza na cidade. A informação, que circula nos bastidores políticos da cidade há anos, foi confirmada, esta semana, pelo prefeito Sidnei Rocha, em entrevista exclusiva ao Comércio.”Quem tem quase que a totalidade dos votos é o deputado (estadual) Roberto Engler. Ele que tem o diretório em suas mãos”, disse. A afirmação chega a causar estranheza já que Sidnei Rocha, conhecido por seu estilo centralizador, chegou a repetir, em algumas oportunidades, que quem manda na cidade é ele. Ainda assim, com uma serenidade incomum, reconhece o poder de Engler e admite: sua candidatura, pelo PSDB, está nas mãos dele. “Eu não tenho maioria dentro do partido. O candidato (a prefeito) será aquele que o deputado quiser”, admitiu. A declaração não caiu bem no tucanato francano e complicou ainda mais as relações entre Engler e Rocha, já desgastadas no último ano. O deputado, que já foi responsável pela indicação de um secretário na atual administração (Wagner Artiaga, de Governo), não tem mais nenhum indicado no governo tucano. Entre outras trocas de farpa, o prefeito disse, em uma entrevista de domingo publicada pelo Comércio em 18 de fevereiro, que não aceitaria “nenhum tipo de beija-mão” com deputados. Na mesma ocasião, afirmou que “não ficaria a reboque” de Engler para conseguir benefícios para a cidade. As diferenças entre Rocha e Engler motivam boatos sobre a saída do prefeito do PSDB (veja box nesta página). Incomodado com a liderança do deputado, o prefeito teria recebido convite do PP para disputar as eleições. Outro possível destino seria o PMDB. Rocha nega, contudo, as informações de bastidores e diz que deve pensar em reeleição só no ano que vem. O deputado, entretanto, preferiu evitar polêmicas e contemporizou, mas não negou que seja o homem forte do partido. “Se eu tenho maioria, é por conta de uma tradição, já que sou fundador do PSDB na região, mas jamais colocaria minha maioria em alguma espécie de beija-mão”, disse. Sobre a candidatura de Rocha, ele afirmou ainda que julga o prefeito como “o nome natural” de sua sigla e que não acredita em movimentações para que a legenda tenha outro candidato. “Coloco o partido acima de questões pessoais. Não vejo nenhum motivo para haver disputas. Sidnei Rocha é o candidato natural e não vejo movimentação de qualquer outro expoente do partido que tenha essa intenção. Se depender de mim, ele será candidato”, disse. Colaborou Pablo Santos Pinto

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