Solenidade de São Pedro e São Paulo


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Para facilitar a participação dos fiéis no domingo, a Igreja celebra hoje a solenidade dos apóstolos Pedro e Paulo. É uma celebração antiqüíssima, anterior mesmo à festa do Natal. Dois seguidores de Cristo, dois apóstolos, dois mártires, bem diferentes um do outro, porém unidos pelo Evangelho de Jesus Cristo. Embora tenham sido martirizados em dias diferentes, deram o mesmo testemunho. Pedro foi à frente; Paulo o seguiu. Amemos a fé, a vida, os trabalhos, os sofrimentos, os testemunhos e as pregações desses dois apóstolos, como diz Santo Agostinho. Esse dia é próprio para lembrar do bispo da Igreja de Roma, o Papa, de todos os pastores das Igrejas cristãs e de todos os servidores das comunidades. A primeira leitura, de Atos, centra a atenção na prisão de Pedro que agradava aos judeus. Como Jesus, Pedro é preso por ocasião da Páscoa. Deus o liberta, do mesmo modo que mais tarde libertará Paulo e Silas. Ele está seguindo o caminho do mestre. A segunda leitura da segunda carta de Paulo a Timóteo é um testemunho de Paulo. Ele dá recomendações a Timóteo para que viva seu ministério e expressa os sentimentos que o animam diante da morte. Paulo não se sente vítima diante da morte. Para ele, a partida é como levantar âncoras. Como um atleta, ele lutou até o fim e agora se dispõe a receber a coroa do prêmio, que é a coroa da justiça que o Senhor lhe dará. No evangelho Jesus interroga os seus a respeito de sua identidade. Os discípulos respondem com algumas opiniões populares. Depois de ouvir a opinião do povo sobre ele, Jesus vai mais adiante, agora quer saber a opinião dos discípulos. Pedro se coloca como porta-voz do grupo e responde que Jesus é o Messias ou o “ungido”, o Filho de Deus vivo. A confissão de Pedro reflete a esperança dos discípulos de que Jesus liberte Israel dos inimigos e estabeleça o Reino de Deus na terra. A MENSAGEM DO DIA Os apóstolos Pedro e Paulo experimentaram diversos sofrimentos durante a perseguição de Nero. Nós passamos, ao longo da vida, por diversas situações que nos fazem sofrer. A fidelidade à vocação cristã põe-nos, freqüentemente, também em condições não fáceis: caminhamos ao encontro do sofrimento, da solidão, da marginalização, da incompreensão. A festa dos apóstolos Pedro e Paulo nos convida a lembrar de que, mesmo que todos estejam contra nós, sempre está ao nosso lado, o “anjo do Senhor”. Pedro e Paulo, embora idosos, mostram-nos com que dedicação, com que desinteresse, com que amor, com que coragem deve ser desenvolvido o ministério do anúncio do Evangelho. São um exemplo para todos os mensageiros de Deus do nosso tempo. PARABÉNS BENTO XVI O papa tem o seu dia também para ser especialmente lembrado. Nesse domingo a Igreja do mundo todo reza pelo sucessor dos Apóstolos que é Bento XVI, o Pedro do nosso tempo. Com nossas orações, que chegue a Deus o pedido pela sua saúde e que ele dirija a Igreja com a sabedoria que vem do alto e que o dom da fortaleza o acompanhe! O PASTOR Os dias que o papa Bento XVI passou entre nós foram dias de intensa Paz. Por onde passou o rebanho se fez unido e muito presente. De forma natural (quebrando protocolo), ele se apresentou como o grande Pastor que traduz o pastoreio do próprio Cristo que está sempre perto de suas ovelhas. Suas palavras firmes, seu afeto, seus gestos paternos revelaram um homem portador do amor divino. Até a mídia, que sempre tentou destruir sua imagem paterna, teve que se curvar ao seu jeito de ser afetuoso. CURIOSIDADES O pedido oficial pela instalação da Diocese de Franca foi levado à Santa Sé em 29 de março de 1970. A criação se deu no ano seguinte aos 20 de fevereiro pela bula papal Quo Aptius. O primeiro bispo, Dom Diógenes Silva Matthes foi nomeado aos 18 de março de 1971 e sua ordenação episcopal foi realizada meses depois, no dia 11 de junho na Catedral Metropolitana de Ribeirão Preto. No dia seguinte, em solene cerimônia presidida por Dom Bernardo José Bueno Miele, tomou posse da Diocese. Após trinta e um anos de criação, em abril de 2003, a Diocese de Franca foi contemplada pela nomeação de Frei Caetano Ferrari OFM, então Ministro Provincial da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil. No dia 7 de julho do mesmo ano, o Ginásio Poliesportivo Pedro Murilla Fuentes, em Franca, ficou repleto de fiéis para a ordenação do Bispo Coadjutor de nossa Diocese, pela imposição das mãos dos Excelentíssimos Dom Frei Cláudio Cardeal Hummes, Dom Arnaldo Ribeiro e Dom Diógenes Silva Matthes. Aos 29 de novembro de 2006, em Concelebração Eucarística iniciada às 7h30, na Capela do Carmelo Santa Tereza e Beata Myriam de Jesus Crucificado, presidida por Dom Diógenes Silva Matthes, com a concelebração de grande número de presbíteros e com a participação de diáconos permanentes, religiosos, religiosas, leigos e leigas, deu-se a leitura da Carta Oficial da Nunciatura Apostólica do Brasil, comunicando a aceitação, por parte da Santa Sé, da renúncia de Dom Diógenes ao governo da Diocese de Franca. Por este ato, assume o governo da Diocese como Bispo Diocesano, o até então Bispo Coadjutor, Dom Frei Caetano Ferrari, OFM. Em 7 de dezembro de 2006, às 19h30, Dom Caetano tomou posse como segundo Bispo Diocesano, em missa ce-lebrada na Sé Catedral Imaculada Conceição, em Franca, na Festa da Padroeira da Diocese, Imaculada Conceição.

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