Conselho de leitores


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O primeiro Conselho de Leitores do Comércio encerrou sua gestão.
O primeiro Conselho de Leitores do Comércio encerrou sua gestão.
Na nova casa A última reunião do primeiro Conselho de Leitores do Comércio aconteceu em 23 de junho, na nova casa do jornal, no Jardim Ângela Rosa. Foram recebidos pela presidente do Conselho de Administração, Sônia Machiavelli Corrêa Neves, pelo diretor responsável, Corrêa Neves Júnior e ainda, pelos jornalistas Joelma Ospedar (editora-chefe) e Luiz Neto (Editor de Opinião). Júnior abriu a reunião e agradeceu a grande contribuição “ao jornal melhor que hoje fazemos”. Cada conselheiro fez questão de expor sua ótica sobre a experiência. José Ramon José Ramon Ribeiro considerou a atividade “uma das mais gratificantes de sua vida”. E completou: “estou emocionado e até fora-de-mim mas faço questão de dizer que tivemos participação decisiva na história deste jornal. Obrigado por terem me dado a chance e de terem me ouvido”. Alexandre Leonel“Com a experiência de criticar e me envolver no processo de pensamento do Comércio, arranjei alguns pequenos vícios: leio jornais, revistas, blogs na Internet e, quando dou por mim, estou sugerindo, criticando. Mudei minha forma de pensar sobre a imprensa diária. Quero agradecer àqueles que votaram em meu nome para permanecer no conselho na nova gestão 2007/2008” Paulo Gimenes “Foi muito interessante participar de um grupo com pensamento tão diverso. Até os atritos foram legais. Cresci muito como cidadão e estou orgulhoso de ter contribuído com o Comércio, empresa profissional que prima pela qualidade. Entrei aqui conselheiro e saio palpiteiro”. Adilson Manso “Termino com espírito de gratidão. Fiz o que considerei certo fazer e aprendi muito. O Comércio ficou mais bonito, mais gostoso de ler. É ruim chegar ao final do mandato: sinto-me como se tivesse ‘sido despedido’ de uma empresa na qual gostei muito de estar”. Marcelo Prestes “Saio com o espírito feliz e agradecido. ‘Briguei’, aqui no Conselho, pela socialização da informação. Hoje, ao entrar no novo prédio do jornal, senti-me recompensado. Enquanto indústrias fecham, o Comércio da Franca abre casa nova, investe pesado para continuar socializando a informação. Eu não poderia querer mais. Agradeço a cada um dos companheiros e à direção do jornal, pela oportunidade”. Ricardo Veríssimo “Quando pequeno, queria aprender sobre jornais. A vida me deu a oportunidade não apenas de conhecer mas de também fazer diferença na vida de um veículo sério. Tenho sido testemunha da história, integrando o Conselho de um jornal que é patrimônio do povo francano. E, em tempo, estou feliz porque vou continuar, reeleito. Isto é motivo de honra e alegria”. Ana Célio “Atuar neste Conselho é uma experiência única. Recebi influências positivas e aprendi que jornalismo é poder mas também tem que ser serviço. Também estou feliz por que mereci nova eleição”. Juliana Passos “Fazer um jornal diário é muito mais intenso do que eu poderia imaginar. Lá fora, a gente não tem idéia do rigor profissional da estrutura do Comércio. A atuação do Conselho é essencial ao trazer o ponto-de-vista dos leitores para dentro da estrutura. Vou usar estes conhecimentos na nova gestão que mereci”. Rita Mozzeti “Estou chorando, sim. Levei esta atividade muito a sério e sei que acertei quando briguei pelo que entendia certo e que errei ao ultrapassar limites, mesmo de boa fé. Levo a experiência desta participação para sempre”. Adenair “Foi muito bom participar deste grupo. Aprendi muito e vi que o jornal realmente acatou opiniões do Conselho. O Comércio não apenas criou o grupo mas lhe deu voz ativa”. Joelcy Vasconcelos “Não me recandidatei porque, infelizmente, me falta tempo. Espero que os que ficam garantam espaço para discutir e analisar a educação. Estão tirando das crianças em idade escolar o que é delas por direito”. Educação blindada Das considerações de Joelcy, tornou-se o encontro de encerramento de gestão mais um de trabalho. Corrêa Neves Júnior falou sobre campanha de assinaturas para professores, com preços diferenciados. “Em resultado, tivemos cerca de 300 novas assinaturas, demonstrando duas coisas: o gosto pelo jornal e o pouco dinheiro disponível para investir na busca de informações”. Júnior ainda lembrou que “quatro escolas não permitiram que estivéssemos com seus professores”. Mídia e APMS O debate prosseguiu com ênfase nos problemas de relacionamento entre estudantes, professores e direções de escolas. “As universidades – segundo Marcelo – estão distantes das reais necessidades das comunidades onde estão e se fecham em guetos”. Sônia Machiavelli falou de sua experiência na Universidade Complutense (Espanha), onde testemunhou o forte vínculo entre universidade e comunidade, o que não ocorre entre nós. Adenair fala da blindagem que a Secretaria da Educação recomenda a dirigentes de ensino. Ana Célia conclui: “resta ao jornal abrir espaços sobre a situação e, pela exposição pública, cobrar respostas”. Alexandre diz que “está pessimista sobre a espécie humana”. Política!!! Os recentes imbróglios gerados pela Câmara Municipal – proibição de uso de celular no plenário e vereador dizendo que não cumprirá a lei; falta de respostas a perguntas essenciais sobre a relação da Sabesp com o município; indecisões rotineiras do atual presidente do Legislativo, no que o conselheiro Ricardo Veríssimo Júnior chamou de exercício da “filosofia aristotélica do meio-termo” – tomaram o restante da reunião. Alexandre Leonel afirmou que “vereadores não pensam na cidade como um todo; querem mesmo é ser prefeitos de bairros”. Fez-se a história Confraternização em torno de uma torta comemorativa, livros do acervo do saudoso professor Assuero Quadri Prestes, presenteados por seu filho e conselheiro Marcelo a Sônia (presidente do Conselho de Administração) e Júnior; um CD com mensagens para cada membro do grupo, da parte de José Ramon Ribeiro, constituiu o cenário da última parte do encontro dos conselheiros, chamados por Júnior de “eméritos e de cadeira cativa”. Estiveram presentes também a editora-chefe do Comércio e o gestor de Relações Corporativas do Comércio, jornalistas Joelma Ospedal (que agradeceu a contribuição decidida do grupo à melhoria do jornal) e Luiz Neto. Não compareceu, por motivos plenamente justificados a conselheira Junia Flavia Pereira Torquato Franco, a quem o Comércio também rende suas homenagens e deve agradecimentos.

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