Em vez de despedidas, clima da última reunião foi de trabalho


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A última reunião do primeiro Conselho de Leitores da história do jornal Comércio da Franca, realizada em 23 de junho, teve choro, bolo, clima de despedida com gosto de permanência mas, sobretudo, trabalho. A gestão do grupo começou em 24 de agosto de 2005, com a eleição de doze conselheiros titulares e seis suplentes, dentre 19 candidaturas. A atividade prosseguiu por 22 meses, uma reeleição depois. Quando da reunião inaugural, em setembro de 2005, os conselheiros tiveram garantida a liberdade de oferecer críticas e sugestões sobre o conteúdo jornalístico do Comércio. Foram às últimas consequências. Nada lhes escapou. Analisaram, debateram, aprovaram textos, fotografias, design, filosofias de publicação. Sugeriram a criação de seções novas e o fechamento de outras. Tornaram-se onipresentes quando da tomada de decisões da direção e do grupo de editores. Não havia como não se lembrar das recomendações ou das críticas de Adenair Dias de Andrade, Adilson de Almeida Manso, Alexandre Henrique Leonel, Ana Célia Nascimento Borges, Joelcy Passos de Vasconcelos, José Ramon Ribeiro, Juliana Sanches Passos, Junia Flavia Pereira Torquato Franco, Marcelo Pini Prestes, Paulo Rubens Gimenes, Ricardo Veríssimo Júnior, Rita Maria Mozetti Silva, na hora de decidir pela publicação de matérias e fotografias. As sugestões foram seguidas e fizeram do Comércio um jornal melhor: capas com mais fotos, mas nenhuma que pudesse chocar o leitor; fotos mais contundentes apenas se absolutamente necessárias e só nas páginas internas; capas com mais manchetes; privilégio às cartas de leitores e zelo com aquelas que pudessem contribuir para a melhoria da função social do jornal; espaço para causas de responsabilidade social. O “Clubinho” do Comércio, tablóide semanal direcionado a crianças e estudantes é um caso típico da força do Conselho. Em consenso e a partir de sugestões das professoras Junia Flavia e Rita Mozetti, declarou-se uma “guerra” pela modernização da publicação. Modificaram o conteúdo, a abordagem das matérias, incluiram brincadeiras e desenhos, fomentaram a interação dos leitores, ampliaram a proximidade com as escolas e professores, estimularam concursos. O Comércio se convenceu e foi junto. “Foi uma das mais importantes ações empreendidas pelo primeiro Conselho porque aproximou o tablóide à criança de hoje, às suas expectativas culturais e a seus reais desejos”, conforme declara a Editora de Artes, Letras e do próprio Clubinho, Sônia Machiavelli Correa Neves. As atuação do grupo ultrapassou fronteiras. Jornais do País pediram conhecimento e instalaram organismos similares. O Comércio tem orgulho de seus conselheiros iniciais e pretende torná-los eméritos em reconhecimento ao muito que fizeram. E, em tempo: a última reunião poderia girar em torno de boas falas e maneirismos festivos, mas não foi assim. O gosto pelo trabalho foi mais forte: causas da educação nacional, estadual e municipal estimularam o uso de quase hora e meia. A política local, outro tempo considerável. Vale a pena ler as notas desta página.

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