Invasão compacta


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Esqueça aqueles computadores grandes e com suas CPUs desajeitadas, aquele emaranhado de fios e cabos. A onda do notebook veio para ficar e substituir os computadores de mesa. Mais leves, portáteis e de fácil utilização, após a ampliação da isenção fiscal pelo governo, que reduziu o preço desses equipamentos (leia mais ao lado), as vendas deslancharam. De acordo com a ITData, empresa de pesquisa e estudos de mercado e consultoria com foco exclusivo no acompanhamento do mercado de tecnologia no Brasil, a expectativa é de que, só neste ano, o crescimento na venda de notebooks chegue a 100%, o que significa dar aos portáteis uma participação de 14% no mercado total de PCs, estimado em 10 milhões. Na prática, significa a venda de aproximadamente 1,4 milhão de notebooks em 2007. Além do preço vantajoso, a tecnologia para esse tipo de computador está muito mais avançada. Os modelos mais novos, como aqueles com Dual Core, prometem melhor eficiência no consumo de energia, portanto, o melhor desempenho por watt. Os designs arrojados também enchem os olhos dos consumidores atentos às novidades tecnológicas do mercado. É o caso do notebook Stylebook, com 1GB de memória Twinhead, com dimensões de 26,6 x 3,45 x 20,25 cm e branco. O peso é um dos menores do mercado: 1,52 kg. Já o preço ainda é salgado, R$ 5.999, à vista, no Magazine Luiza. O gerente do setor de informática do Magazine, Rafael Tarantelli, disse que em dois meses as vendas aumentaram cerca de 50% na loja. Antes, a proporção de venda era de 2 notebooks para 10 computadores, hoje a proporção caiu para 5 por 5. “A tendência do mercado são os portáteis. As máquinas com CPU vão sair de linha”. A vendedora do setor de informática das Casas Bahia, Rejane Souza Muniz, confirma a tendência e diz que preço parece não ser problema para quem quer mesmo comprar um notebook. O equipamento mais vendido na loja é o mais caro. “O notebook Positivo com 512MB RAM de memória, HD de 80 GB e com webcam sai por R$ 2.399, à vista, e é o mais vendido na loja”. O designer gráfico Élio Alves Venturelli, 35, teve como critério para compra a capacidade do equipamento e o tamanho. Ele pagou R$ 3,7 mil, há dois meses, em um notebook Toshiba A-310, com processador da Intel. “Eu aproveitei a baixa do dólar para comprar um notebook que eu estava ‘namorando’. Ele é pequeno e leve. Como eu trabalho com apresentações de projetos, tudo fica mais fácil quando vou efetuar apresentações para o cliente”. Nem só pela facilidade no trabalho é que o notebook é desejado. A analista de sistemas Nise Franceschini, 28, e seu marido, o bancário Eduardo Franceschini, 28, optaram por um portátil pela praticidade de que, durante as viagens, podem conversar com a família. “A interatividade com os nossos familiares fica mais fácil e ágil”, disse ela.

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