Já fazia um tempo que 17 segundos não demoravam tanto para passar para o Unimed/Franca. Esse foi o tempo que o time francano teve para reverter o placar favorável -três pontos -, ontem, no Póli, na final contra Brasília. Só que não deu. O resultado final foi até maior - 93 a 88 (52 a 39 para os visitantes) - e os visitantes conquistaram o inédito título de campeão nacional. O Unimed/Franca foi vice pela terceira vez no ano, pois antes chegou em segundo lugar no torneio Início do Paulista e na Liga Sul-Americana. O título veio no Estadual.
Jogadores do quinteto local, mais nitidamente Rogério e Murilo, não contiveram as lágrimas e desabaram com o apito final. Do outro lado, Nezinho e Alex também choraram, mas o motivo era a alegria pelo segundo título de ambos, o primeiro eles conquistaram por Ribeirão Preto, em 2003.
O famoso ato do vencedor cortar a redinha da cesta do ginásio foi uma pretensão que terminou em tumulto. Quando os brasilienses fizeram mensão de levá-las, a torcida passou a arremessar objetos nos jogadores candangos. Até o repórter do Comércio da Franca sofreu com a irritação e foi atingindo por um tênis.
O ala Alex recebeu o troféu de melhor jogador do campeonato. Ele ofereceu o título de MVP (Most Valuable Player) ao colega de equipe, o pivô Pipoka, que anunciou a aposentadoria ao final das quartas-de-final. "Esse título coroa o trabalho que começou há um ano", afirmou.
O Unimed/Franca foi aplaudido pelos mais de 7 mil torcedores presentes. Com o troféu de vice-campeão, a equipe foi saudada de pé e todos os jogadores deram uma volta olímpica no Póli.
A PARTIDA
Independente do resultado final, o que se viu em quadra foram equipes fortes e determinadas. O Brasília posou para a foto de campeão antes do jogo e seus atletas tiveram que ouvir as vaias da arquibancadas. Mas o ato não era para menos. A série melhor-de-cinco estava 2 a 1 para os visitantes e o Unimed/Franca precisava da vitória para adiar a decisão para amanhã em Brasília.
O problema foi que Nezinho e Alex não se preocuparam com isso. Para piorar, o ala Arthur esteve inspirado e suas boas cestas no primeiro quarto deixaram o placar em 23 a 22 para os visitantes.
No quarto seguinte, Nezinho mandou duas bolas seguidas de três pontos. O reserva Rossi fez o mesmo. Outro lance foi o de Nezinho acertando Helinho na cabeça. O armador francano saiu sangrando de quadra. Logo em seguida retornou ao jogo. E Franca perdeu novamente o quarto. Resultado do primeiro tempo: 52 a 39 para Brasília.
O segundo tempo chamou-se "tempo de recuperação". O problema foi fazer isso de cabeça quente. Murilo e Luís Fernando se desentenderam e Derrick apartou. A diferença desfavorável a Franca chegou a 14 pontos. Rogério buscou tirar essa diferença. O pivô Drudi ajudou forçando faltas. Por fim, o período terminou favorável aos jogadores francanos em 25 a 21.
No último quarto a diferença no resultado parcial ainda era de oito pontos para os visitantes. Para aumentar essa vantagem, o banco de Brasília passou a acertar. Do lado de Franca isso não aconteceu. Só Matheus, no finalzinho, acertou arremesso longo.
Mas faltavam poucos segundos e os erros se sucederam. O jeito foi adiar o grito de "é campeão" pelo 12º título do Nacional.
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