O Comércio da Franca chega hoje aos seus 92 anos com uma comemoração diferente dos anos anteriores. Nova sede, rotativa que ainda nem sequer foi montada e uma integração inédita com a rádio Difusora são algumas das novidades que prometem manter esse nonagenário jovem e atraente por mais 90 anos.
Como todo produto inovador, o Comércio já passou por vários estilos e concepções, sempre à frente de seu tempo. Sua história de sucesso começa em 1915, quando nem mesmo rádio existia e cabia aos jornais e revistas a responsabilidade de informar a população.
Na época, Franca contava com apenas 29 mil habitantes, em sua maioria na zona rural, e o calçado era ainda apenas parte do vestuário dos moradores. De lá para cá, a população cresceu mais de dez vezes, a cidade se tornou um dos principais pólos brasileiros da indústria de calçados e a comunicação conheceu o rádio, a televisão e a internet, algo inimaginável até mesmo para o inovador José de Mello, fundador do Comércio.
O jornal soube acompanhar com maestria todas as evoluções que presenciou durante quase um século de existência, grande parte delas por causa da visão inovadora de Corrêa Neves. “Ele foi o mentor da vanguarda do Comércio e responsável por manter o jornal como principal meio de comunicação da sociedade francana durante três décadas”, disse Sônia Machiavelli Corrêa Neves.
Prova disso é a preferência de 86,61% dos leitores da cidade, que somam 121,5 mil pessoas que lêem o Comércio com freqüência, de acordo com a última pesquisa Ibope feita na cidade.
O motivo dessa identificação, segundo o diretor-responsável do Comércio, Corrêa Neves Júnior, é que o jornal se desenvolve junto com o crescimento da cidade. “Vamos nos esforçar para sinalizar para a população de Franca que o Comércio é um jornal que muda, acompanhando esta cidade, que não é mais uma província, que não é mais uma pequena cidade. É um município que cresce independente dos humores do setor calçadista.”
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