O ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, vem hoje a Franca, onde deverá anunciar parceria com a Prefeitura para a implantação de uma unidade do CVT (Centro Vocacional Tecnológico), núcleo de ensino profissionalizante mantido pelo governo federal, na cidade. Na agenda de Rezende também constam visitas a faculdades e a realização de uma palestra na Unifran com o tema “Apoio à Inovação nas Empresas”.
Na comitiva de Rezende, está prevista também a presença do presidente do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), Marco Antônio Zago, um pesquisador ligado à USP de Ribeirão Preto. O órgão investe pesado em pesquisas científicas, tecnológicas e de inovação e auxílio financeiro, por meio de bolsas para pesquisadores de universidades públicas e particulares.
O convite para a visita de Rezende partiu do deputado federal Marco Ubiali (PSB), que deverá acompanhá-lo durante toda sua estada em Franca. Para o peessebista, o ponto alto da vinda do ministro será, justamente, a possibilidade de trazer o centro vocacional. “O CVT exerce papel de irradiador de conhecimentos e informações tecnológicas, de acordo com a vocação de cada cidade”, disse Ubiali.
O CVT tem como principal objetivo dar condição de aperfeiçoamento a profissionais que já estejam inseridos no mercado de trabalho, mas que não tenham formação específica. Só em 2005, foram investidos mais de R$ 50 milhões na instalação de 96 unidades em todas regiões do País.
As unidades são instaladas de acordo com a vocação de cada localidade mas, no caso de Franca, a situação seria inversa. Ubiali quer “fugir” de cursos no setor calçadista. Para ele, o CVT deve ser encarado como uma oportunidade de expansão das atividades locais. “A intenção de criar um centro desses na cidade é diversificar a produtividade industrial”.
ALTA-COSTURA
De acordo com Ubiali, duas áreas de atuação do CVT já foram selecionadas por ele, juntamente do prefeito Sidnei Rocha: de lapidação e confecção de roupas de alta-costura. Tais escolhas, porém, já geram críticas. Para o agente de exportação Cassiano Pimentel, os campos escolhidos podem não vingar. Pimentel, que foi vice-prefeito de Franca por oito anos, a lapidação “tem perdido sua importância” nos últimos anos e, na área têxtil, o ideal seria especialização em confecção industrial, pois a alta-costura “não gera empregos em grande quantidade”.
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