Ocupação da Unesp termina em churrasco


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Estudantes da Unesp preparam a churrasqueira no campus: carne, bebida e teatro na despedida da ocupação
Estudantes da Unesp preparam a churrasqueira no campus: carne, bebida e teatro na despedida da ocupação
Terminou, após 30 dias, com festa regada a churrasco e música, a ocupação da sala do vice-diretor da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Franca. Os alunos decidiram pôr fim à manifestação na tarde de ontem, mas permaneceram até a noite nos corredores da universidade, quando deram continuidade ao protesto de uma maneira diferente: fizeram festa e teatro simulando uma tropa de choque e com cantos que ameaçavam reocupar o campus caso as reivindicações prometidas não sejam cumpridas. A Unesp de Franca tem cerca de 1,7 mil alunos na graduação e 280 na pós-graduação. Durante o protesto, as aula seguiram normalmente. A estimativa da universidade é que entre 30 e 50 estudantes tenham aderido ao movimento. Eram 16 horas quando os estudantes começaram a chegar com sacolas de carnes, verduras, refrigerantes e batida de coco. Os bancos do pátio e uma mesa improvisada foram usados para preparar a "festa". Enquanto uns tomavam conta da churrasqueira, outros percorriam os departamentos do campus segurando escudos feitos de papelão e cas-setetes de madeira. Até mesmo um caixão foi usado como forma de marcar o fim da desocupação. Ao final do que chamaram de "ato simbólico" começou o churrasco que contou com a participação de cerca de 40 estudantes. O número de participantes na festa, de acordo com a direção da universidade, foi maior que durante a ocupação, quando doze alunos se revezavam na sala desde 28 de maio. No local eles cozinhavam, assistiam TV e dormiam. Avessos à atitude dos manifestantes, boa parte dos alunos que estavam na faculdade na tarde de ontem preferiu passar longe da festa e deixar claro que não compartilhava das mesmas idéias. "Isso é um atrevimento, uma ousadia", disse um universitário que preferiu não se identificar. Convidados para o churrasco, os servidores não compareceram. Apesar da desocupação pacífica, o vice-diretor Fernando Fernandes disse, em nota oficial ontem, que "na próxima semana será criada uma comissão que averiguará se houve danos ao patrimônio". Já os estudantes afirmaram que tudo está da maneira que encontraram. "Antes de sair fizemos uma verdadeira faxina", disse Vinícius Peixinho, um dos líderes do movimento.

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