Há pouco mais de um ano para as eleições municipais, os partidos mais fortes de Franca já articulam seus nomes para a disputa. Embora o tabuleiro político da cidade esteja indefinido, já é possível perceber os primeiros lances do jogo.
O “rei” deste tabuleiro é o prefeito Sidnei Rocha (PSDB). Apesar de não assumir candidatura, ele dá mostras de que pretende tentar a reeleição. Não significa, porém, que venha a ser o candidato do PSDB. Ele enfrenta barreiras no tucanato e pode optar por outra legenda. PP e PMDB estão nos planos, embora ele negue.
Outros dois partidos, entretanto, já anunciaram possíveis candidatos. Silenciando sobre a possibilidade de receber Rocha, o PMDB aposta, publicamente, no vereador Marcelo Caleiro, enquanto o PT tem dois pré-candidatos, o vereador Gilson Pelizaro e o presidente do Sindicato dos Sapateiros, Paulo Afonso Ribeiro.
Para Milton Baldochi, presidente do PMDB, Caleiro vem cacifado pela “expressiva votação” para deputado estadual, com 30 mil votos. Ainda assim, ele não descarta outros nomes. “Hoje é o de Caleiro, mas podem surgir outros nomes”.
Caleiro diz que é cedo para a discussão, mas não descarta sua candidatura. Nos bastidores, trabalha para conseguir apoios, em especial do vice-prefeito, Ari Balieiro (PTB). “O PMDB tem um espaço amplo no horário gratuito e minha votação foi motivadora”, diz.
Já o presidente do PT, Manoel Ilson, disse que, embora o candidato não esteja decidido, o partido tem dois nomes expressivos: Pelizaro e Ribeiro. “Os dois têm prioridade. Outros nomes podem surgir até a convenção, mas a intenção do PT é definir os candidatos antes”.
O presidente do Sindicato dos Sapateiros ressalta que pretende sair candidato, mas ainda não sabe a qual cargo. “Vai depender do partido e das coligações para saber a que serei candidato”. Já Pelizaro é mais cauteloso, mas não nega que queira ser prefeito. “Farei o que o meu partido determinar. Não está definido se lançaremos candidato ou se faremos alianças, mas eu não descarto minha candidatura”.
Outros partidos escondem o jogo ou vão decidir no ano da eleição. Vanderlei Tristão, presidente do PTB, disse que a sigla está organizada na cidade, mas que define os candidatos só no ano que vem. “O PTB está preocupado em terminar o trabalho na administração atual. Não estamos pensando nisso agora”.
OS OUTROS
Outro que começa a articular é o presidente da Câmara e do PSB, Joaquim Ribeiro, que não esconde de ninguém a intenção de mudar para o prédio ao lado do Legislativo. Para a imprensa, ele coloca seu nome à disposição do partido. Nos bastidores, articula com Marco Aurélio Ubiali, a maior liderança do PSB, apoios para consolidar sua candidatura. Joaquim é outro que assedia constantemente o vice-prefeito, Ari Balieiro. “O PSB vive um bom momento e terá candidato próprio. Eu estou à disposição para o que der e vier”.
Derrotado em duas das últimas três eleições para a Prefeitura - uma não disputou - o deputado estadual e presidente do DEM, Gilson de Souza, parece ser carta fora do baralho. O partido, que tem um bom tempo de TV, deve ser cobiçado na composição de chapas e o PSB é o partido preferencial para alianças. “Não há previsão do DEM lançar candidato próprio, mas estudamos composições”, disse Souza.
Um nome que corre pelos bastidores é do vereador Marcelo Valim (PSDB). Ele nega, contudo, que será candidato e disse que pretende tentar a reeleição como vereador. “Eu fui convidada por dois partidos, um grande e um pequeno, para sair como candidato a prefeito mas eu recusei. Pretendo me reeleger como vereador pelo PSDB”.
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