O cientista político e professor de Ética da Unesp de Franca Ubaldo Silveira repudiou a prática de Jepy Pereira. Para ele, houve quebra de decoro, uma vez que o artigo 30 da Lei Orgânica prevê que “os vereadores terão direito a auxiliar direto”. “Primeiro, no aspecto jurídico, é ilegal uma pessoa assinar e duas receberem. Inadmissível”, disse. “Além disso, é imoral. O vereador está ferindo o Código de Ética, como parlamentar e cidadão”.
Segundo Ubaldo, o caso tem de ser investigado e denunciado pelo Ministério Público e pode dar muita dor de cabeça para Jepy. “É uma falta grave, que se estiver devidamente comprovada, pode ocasionar um processo até a perda do mandato”, disse.
Já Álvaro Martim Guedes, da Unesp de Araraquara e especialista em Administração Pública, acredita que Jepy passará ileso no episódio. De acordo com ele, pesa a favor do tucano o fato de o erário não estar sendo prejudicado. “Não está havendo prejuízo aos cofres públicos. Para mim, não há nada de errado”, disse. “Quem está sendo onerado é o funcionário que pega metade do salário que deveria ser só dele e passa para outro”.
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