Preço do álcool cai e é o menor em sete meses


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O taxista José Osmar de Andrade está feliz com a queda no preço do álcool: "Consigo economizar e ando até 20 quilômetros a mais gastando a mesma coisa"
O taxista José Osmar de Andrade está feliz com a queda no preço do álcool: "Consigo economizar e ando até 20 quilômetros a mais gastando a mesma coisa"
A safra recorde de cana-de-açúcar que começou a ser colhida em abril já produz efeitos para o bolso do consumidor. Com o aumento do produto no mercado, o preço do litro do álcool combustível despencou e atingiu o menor valor médio em sete meses. Só nos últimos 30 dias, a queda já chega a quase 20% nas bombas dos postos francanos. Desde novembro do ano passado, o litro do álcool, hoje vendido por R$ 1,242, não custava tão barato. Apesar da baixa, o preço médio praticado em Franca ainda é um dos mais altos do Estado. Cidades como Ribeirão Preto, Orlândia e Bauru já têm postos vendendo o litro do combustível a menos de R$ 1. Há nove anos trabalhando como taxista, José Osmar de Andrade, 52, faz as contas para saber o quanto vai lucrar com a queda no preço do álcool. "Gasto, em média, R$ 70 por semana com o abastecimento do carro. Até o início do mês, com R$ 20, rodava cerca de 80 a 90 quilômetros. Agora, ando uns 110 quilômetros e gasto a mesma coisa. É muito bom". José agora torce para que os preços continuem caindo. "Já cheguei a pagar R$ 1,50 pelo litro do álcool, o que era um absurdo. Agora quero que o preço chegue a R$ 1, como em outras cidades". No que depender das usinas, as chances do litro baixar ainda mais são grandes. "A colheita da cana ainda está em andamento e os estoques de muitas unidades estão abastecidos, por isso, a tendência é mesmo o barateamento, mas não sei afirmar se chegaremos ao preço de R$ 1 ao consumidor", disse o gerente de uma distribuidora de álcool que pediu para não ser identificado. Em Franca, por enquanto, o menor preço encontrado na cidade é de R$ 1,19 e o mais alto R$ 1,299, uma diferença de mais de R$ 0,10. "Pesquisar também é importante na hora de encher o tanque. Às vezes, vale a pena andar um pouco mais até outro posto para colocar o combustível mais barato", disse Vitor Luiz Azevedo, de 22 anos, estudante. Colaborou Ana Carolina Diniz

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