Acusado de matar 3 pessoas, fugitivo é detido em Franca


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O delegado Hélder Rodrigues comandou as investigações que culminaram com a prisão de Nery Vilques dos Santos
O delegado Hélder Rodrigues comandou as investigações que culminaram com a prisão de Nery Vilques dos Santos
Há oito anos, o pedreiro Nery Vilques dos Santos, 45, matou um homem no Jardim Paineiras e fugiu para o Mato Grosso. Certo de que a poeira havia baixado, retornou para Franca. Na madrugada de ontem, foi preso pelos agentes do 5º DP. Ao puxarem sua ficha, os policiais descobriram que ele era foragido e que já havia matado outras duas pessoas. No dia 6 de junho de 1999, o pedreiro se encontrou em um bar com o serviços-gerais José Ambrósio Lacerda Filho, 33, e começaram a discutir. Durante a briga, sacou um revólver e deu vários tiros na face do oponente. "Ele já havia me batido com uma corrente e vivia me ameaçando. Me obrigava a pagar pingas para ele". O acusado fugiu para Tangará da Serra (MT). Alguns meses depois, foi preso em cumprimento a um mandado expedido pela Justiça do Paraná. Havia sido julgado e condenado a 14 anos de cadeia por ter matado uma pessoa no interior do Estado na década de 80. "Esse daí, não matei. Jogaram nas minhas costas e ficou que fui eu". Também se diz inocente em relação a outro assassinato atribuído a ele pelas autoridades paranaenses. Nery ficou preso em colônias agrícolas de Cascavel e Curitiba. Em 2003, foi beneficiado por um indulto, deixou a cadeia e não mais retornou. "Eu trabalhava na colônia e ganhava um salário para ajudar a família. Tinha seis filhos pequenos. Depois, cortaram o serviço e minha família começou a passar fome. Fui obrigado a sair" (começa a chorar). Ele chegou a Franca na terça-feira e foi para a casa de uma filha no City Petrópolis. Na madrugada de ontem, a polícia o prendeu. "Como o cerco se fechou contra ele no Mato Grosso, decidiu voltar para Franca. Ficamos de campana e o localizamos. Ao ser preso, já havia tomado banho, feito a barba e trocado de roupas. Estava pronto para nova fuga", contou o delegado Hélder Rodrigues.

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