Uma vitória do Unimed/Franca contra o Brasília ontem à noite, no Ginásio do Póli, resultou em duas boas "brigas" para a diretoria do clube. A primeira é conseguir alterar o horário do quarto jogo da final do Nacional, marcado para as 18h15, no Póli.
Depois, e mais importante, é lutar pelo empate da série melhor-de-cinco da decisão. Brasília ainda leva vantagem, pois venceu as duas primeiras partidas, jogadas em Brasília.
Tudo isso foi possível porque Franca venceu os brasilienses por 90 a 83 (49 a 39). O cestinha foi o armador Nezinho, com 23 pontos. Rogério, pelos francanos, fez 21 pontos, além de pegar seis rebotes e dar seis assistências. Ele, inclusive, foi o único atleta que o técnico Hélio Rubens Garcia deixou em quadra durante os 40 minutos.
Revezando mais os jogadores, principalmente Derrick, Murilo, Estevam e Drudi, Hélio Rubens conseguiu manter o pique do time durante todo o jogo. Entre estes, o ala norte-americano jogou mais, 29 minutos. "O revezamento é importante porque nós chegamos no final da partida em bom preparo físico", reconheceu Estevam. O péssimo desempenho no segundo tempo dos dois primeiros jogos foi crucial para as derrotas em Brasília.
Mas chegar inteiro no último quarto da partida de ontem não foi fácil. Logo no início do jogo, o Brasília acertou duas bolas de três pontos. A ligeira vantagem dos visitantes deixou os francanos nervosos, mas não abalados, e o período terminou empatado em 19 pontos. No segundo quarto, Alex e Nezinho ficaram fora bom tempo e Derrick se destacou. Fez a maior parte de seus 11 pontos, deu dois tocos e pegou seis rebotes. Assim o Unimed/Franca venceu por 30 a 20 e deixou a quadra com dez pontos à frente: 49 a 39.
No retorno para o segundo tempo, Murilo, que tinha saído no início do jogo, voltou no lugar de Derrick. Com duas enterradas, ele levantou a torcida. Erros seguidos de Franca em arremessos longos e a forte marcação ajudou Brasília a encostar no placar.
Resultado foi 17 a 15 para os candangos no terceiro quarto.
No último período, Estevam incorporou a missão de vencer. Ele comandou a marcação no garrafão. Foi quando apareceu Nezinho, que acertou duas cestas de três para encostar no placar geral: 73 a 71.
Foi então que Helinho também converteu cestas de três, forçou faltas e não perdeu lances livres, determinando a vitória francana.
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