Uma garota de 20 anos, portadora de deficiência mental, é internada para tratamento no Hospital Allan Kardec. Recebe alta uma semana depois. Familiares alegam que ela chegou machucada em casa e que teria sido vítima de maus tratos durante a internação. A direção da entidade nega as acusações e afirma ter documentos comprovando que a paciente deixou o local sem problemas. O caso foi denunciado à polícia, que ainda não tomou providências.
No meio de toda a polêmica, uma vítima, que não consegue se expressar para explicar o que, de fato, aconteceu. Cristiane Mayra Santana mora com os pais em Santos (SP). Em maio, foi visitar parentes em Orlândia (SP) e teria sofrido uma espécie de surto psicótico. Foi levada para a Santa Casa de Franca e deu entrada no Hospital Allan Kardec no dia 24. "Ele entrou em crise, mas não tinha nenhuma lesão pelo corpo. Estava caminhando normalmente. No dia 31, ligaram dizendo que havia recebido alta, mas não tivemos como buscá-la. No dia seguinte, ligaram de novo e avisaram, do meio do caminho, que minha filha já estava retornando sem acompanhante em uma ambulância de Orlândia.
Expulsaram ela de lá. Chegou em casa de maca e com queimaduras pelo corpo", contou o motorista Sebastião Augusto da Silva Filho, 46.
De acordo com Sebastião, a filha não conseguia mais andar e apresentava um comportamento agressivo. Durante o banho, a mãe percebeu que ela apresentava sinais de queimaduras na orelha, nádegas, mão direita e pés. "Não sei o que aconteceu. Só eles podem explicar. Não recebemos nenhum tipo de apoio do hospital. Não deram nem bom-dia".
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