Andreza Alves: uma jovem empreendedora aos 17 anos


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Andreza Alves mostra as flores que vende em sua floricultura no centro de Patrocínio Paulista
Andreza Alves mostra as flores que vende em sua floricultura no centro de Patrocínio Paulista
Quem entrar na floricultura da Rua Coronel Antônio Jacintho, de Patrocínio Paulista, vai se deparar com uma garota sorridente. É Andreza Alves Pinto. Se procurar pela dona da loja, vai ouvir como resposta: “sou eu”. Com certeza, a pessoa ficará surpresa. Pudera. Andreza tem apenas 17 anos. Apesar de muito jovem, é uma microempresária. É dela a responsabilidade de administrar sozinha a loja. Mesmo assim não deixou de estudar nem curtir a vida com os amigos. A idéia de comprar a floricultura partiu da própria adolescente. Depois de trabalhar durante dois anos com a ex-dona da loja, Andreza ouviu da proprietária que venderia o empreendimento. A jovem não pensou duas vezes. Como temia o desemprego, conversou com a mãe e recebeu o apoio de que precisava. “Ela disse que eu deveria comprar a floricultura e que eu tinha responsabilidade para isso”, disse. A jovem empresária deu como entrada R$ 2 mil que tinha economizado e pediu ajuda a um tio que fez um financiamento de mais R$ 2 mil. Vai pagar o empréstimo em 15 vezes. A compra foi efetuada há seis meses. Para cuidar da loja, Andreza passou a estudar à noite e pediu ajuda a uma amiga que cursa administração. “Ela me orientou muito. Também fiz um curso no Sebrae voltado para microempresários que me ajudou muito”. Apesar de ter feito dívida, Andreza não se arrependeu. “É muito bom. Tenho meu próprio dinheiro”. No começo, como era de se esperar, a adolescente ficou insegura. “O meu maior medo era ter que negociar com os fornecedores. Como sou muito nova, senti receio de não ser levada a sério”. O jeito foi pedir ajuda para o padrasto, que a acompanha duas vezes por semana até Franca para comprar a mercadoria. “Ainda estou aprendendo”. Em Franca, ela compra de tudo: violetas, margaridas, orquídeas, azaléias e ainda produtos como cartões, fitas, ursinhos. O investimento varia de acordo com as necessidades. Já o faturamento chega a R$ 70 por dia. No fim do mês, com todas as despesas pagas como aluguel, luz, fornecedor, entre outras, a adolescente ainda consegue tirar R$ 500. “Com esse dinheiro, ajudo em casa e compro minhas coisas”. Quanto ao futuro, Andreza sonha em continuar no setor comercial. Não sabe em que ramo, só que deseja crescer cada vez mais.

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