Por enquanto, a vitória do Brasília por 2 a 0 na série melhor-de-cinco da final do Campeonato Nacional não é motivo de desânimo para a torcida do Unimed/Franca. Para o terceiro jogo, marcado para hoje, às 20 horas, no Ginásio do Póli, além da garra esperada dos atletas, torcedores não escondem que invocarão até “forças sobrenaturais” para ajudar a equipe.
Entre as milhares de orações está a de um sapateiro, há 30 anos torcedor do time. Antônio Sérgio Batista, o Serginho, é um dos aficionados pelo Unimed/Franca e assumiu que rezará a todos os santos para ver a vitória do time. “É preciso invocar os ‘santos’ para que estejam no ginásio do Póli amanhã (hoje)”, afirmou.
O prognóstico mostrando uma situação adversa ao Unimed/Franca evoca, mais uma vez, o lema de que nada é impossível. Serginho afirmou que a esperança é importante. “Eu tenho uma grande fé”, comentou ele, detentor de um título de sócio-torcedor desde 1999. “Amo o basquete demais, com o coração”, revelou.
A funcionária pública Hilda Couto da Silva, sócia-torcedora número 1 do clube, mostra total confiança. “Como aconteceu contra o Uberlândia, vai acontecer com o Brasília”, disse a torcedora. Segundo ela, a vitória no quinto jogo será conquistada com “garra, muita garra”.
Toda a ajuda será necessária já que o Unimed/Franca precisa da vitória para não deixar os visitantes fechar a série e, com isso, levantarem a inédita taça de campeões do Nacional. Se os donos da casa vencerem, contudo, o quarto jogo acontecerá sexta-feira, às 18h15, também no Póli. No caso de empate, a decisão será em Brasília, na próxima quarta-feira, às 20 horas. Além da oração, muito barulho e participação total da torcida. Prova que deve ser assim é que cerca de 6 mil ingressos foram colocados à venda. Hoje, só na bilheteria do Póli, a partir das 10 horas, será possível comprá-los. Não foi divulgado o total vendido no primeiro dia.
Os torcedores dão dicas de como chegar ao resultado positivo. “Se o Estevam e o William não jogarem bem, o Franca não ganha”, disse Serginho. Derrick Lang e os juvenis também não foram poupados. Por outro lado, elogios foram feitos aos principais atletas do elenco. “Murilo e Rogério são dois dos melhores jogadores do Brasil”, afirmou. Na lista ainda entrou o técnico Hélio Rubens e Matheus. Para Helinho, o torcedor ressaltou o fato do atleta ser o santo da casa. “Vi ele crescer, ele é nosso, de Franca, e pelo time joga muito”, disse.
Basta agora ver como essa energia se materializará hoje à noite no ginásio que abrigará um time descansado, o Brasília, contra outro, Franca, que atuou em 88 jogos até aqui por quatro competições diferentes (Torneio Início, Paulista, Liga Sul-Americana e Nacional).
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