Parece uma promoção de supermercado, ao melhor estilo compre um e leve três. O problema é que o “artigo” em questão são seres humanos, mais precisamente assessores parlamentares. A legislação determina que cada vereador tenha um assessor, com salário mensal de R$ 2,1 mil mensais. Mas, para Jepy Pereira (PSDB), é pouco. Ele quer autorização para que o número seja ampliado para até três auxiliares, que dividiriam os vencimentos. Pior, reconhece que ele: mesmo sem qualquer regulamentação, já conta com dois assessores “rachando” um só salário. “Sei que está errado, mas preciso de dois assessores, porque o volume de trabalho do gabinete é grande”, disse, naturalmente, o tucano.
Mais estranha ainda é a forma como Jepy pretende classificar os contratados. Seria por nível de funcionalidade e eficiência.
Assim, os vereadores teriam auxiliares de primeira, segunda e até terceira categoria. “O vereador poderá contratar um assessor de R$ 2,1 mil, dois de R$ 1 ou ainda três ganhando R$ 700.
Ficará a cargo de cada um”, disse. “Não ocorreria qualquer aumento nos valores atuais”.
Jepy disse que esta regulamentação teria sido um compromisso de Joaquim Ribeiro (PSB) quando ele buscava apoio para chegar à presidência da Câmara, mas que isso nunca aconteceu. “A Mesa Diretora não se mexeu e eu resolvi procurar o Ministério Público. Vamos aguardar”, disse.
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