Os estudantes certamente estão pensando a longo prazo, quando, já bem maduros, poderão se tornar deputados, senadores, governadores e até presidentes da República, levantando a bandeira de que no passado resistiram. Mas, a que mesmo? Que, no passado enfrentaram a polícia, por que mesmo? Que tinham ideais! Quais mesmo? Que nada. São rebeldes sem causa. Conquistam espaços e postos por serem os maiores baderneiros de sua geração. Geração, aliás, governada por rebeldes do passado que tinham causa, mas que se esqueceram delas. Que chegaram ao poder e dele se serviram, ou se tornaram servis. Os jovens de hoje têm, com a Internet, de "invadirem" o mundo com idéias novas, a partir de suas próprias casas, mas, infelizmente, por mediocridade, invadem salas de universidades para sabe-se lá o que. Ontem, trancavam jovens em salas secretas e os torturavam.
Hoje os próprios jovens se trancam nas salas que têm o papel de abrir o mundo ao conhecimento e impedem ou retardam a irradiaçao do saber. Pobres coitados!
Éder Brazão
é leitor do Comércio da Franca
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É um absurdo o movimento dos grevistas da Unesp. A polícia tem mesmo é que acabar com essa ação desrespeitosa contra a instituição e colocar esses estudantes, mauricinhos e patricinhas (sic), para fora do lugar invadido e enfiá-los dentro da sala de aula, mas não sem antes colocá-los a passar algumas horas ou alguns dias na cadeia. Vá estudar, bando de desocupados!
Sérgio
é leitor do Comércio da Franca
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