Mães reclamam de falta de diretoria em escola


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Um prédio com quatro salas de aula, mais de 120 alunos e nenhum diretor. A situação da Escola Municipal “Jerônimo Francisco Costa” tem irritado as mães dos alunos que ali estudam. Isso porque a escola funciona no sistema de extensão. A diretoria é a mesma da Escola “Anor Ravagnani”, que fica a menos de um quilômetro do prédio. A “Jerônimo”, como a Escola de Educação Infantil “Minoro Utini”, são vinculadas à Anor por não terem estrutura suficiente para pedir uma autorização de funcionamento, o que lhes daria autonomia administrativa. Para as mães, a falta de autonomia gera transtornos. “Para tudo, você tem que ir até a outra escola resolver. Eu acho que a escola tem que ter uma diretora, uma inspetora”, diz a dona de casa e mãe de um dos alunos, Kely Regina de Oliveira Custódio. Além da dificuldade das mães, há a preocupação também com os alunos. “Meu menino falou que não teve recreio porque alguns alunos estavam fazendo bagunça e ficaram todos de castigo. A escola vai virando aquela bagunça. Se tivesse a diretora, era mais fácil controlar.” A diretora responsável pelas escolas que trabalha diariamente no prédio da Anor, Tânia Scarabucci, disse que dá assistência às outras unidades durante todo o período de aula. “Tenho uma pessoa lá, que ajuda a administrar qualquer problema. Além dela, um dia está o coordenador, outro dia está a orientadora e outro a pedagoga. Todos dão assistência lá.“ A secretária de Ensino, Leila Haddad Caleiro, diz que o procedimento é normal e comum em escolas em que a demanda não justifica uma direção própria. “Se a demanda aumentar vamos pedir uma autorização para o Jerônimo. Mas hoje ela não tem condições para ter diretoria própria.”

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