Paciência. É o que os pacientes dos hospitais particulares de Franca precisam ter para enfrentar a espera por atendimento. Com o tempo seco no inverno, as unidades de emergência dos hospitais Regional e Unimed ficam lotadas e as consultas médicas, como na rede pública, têm demorado horas.
Um dos casos mais alarmantes foi o da professora Milena Mendes, 26. No dia 14 de junho, com dores de cabeça, esperou mais de quatro horas no Regional. “Passei duas horas da tarde, mas estava muito cheio. Voltei para casa e me mediquei, mas não adiantou”, disse. Ela retornou às 16h30, mas só foi atendida às 21 horas. “Esperei demais, Pago R$ 58 por mês para não ter que passar por esse absurdo”, disse. A diretora-administrativa da instituição, Regina Lima, disse que o caso de Milena foi uma exceção. “Já temos ações para evitar esse tipo de ocorrência”.
No mesmo dia, o pedagogo Luís Cláudio Andrade, 32, precisou de atendimento e teve problemas também. “Passei (no Regional) 14h15 e estava lotado. Voltei para casa e tomei remédio. Liguei de hora em hora, mas sempre estava cheio. O atendimento está lento demais”, disse. Luís voltou ao hospital 17 horas e foi medicado às 18 horas. “Esperei desde as duas da tarde. Só não fiquei no hospital porque estava ruim”.
No Hospital Unimed, usuários enfrentam situações parecidas. Maria Fernanda, 27, que pediu para trocar seu nome, viveu esse drama. Estava com febre alta, tosse e dor no peito e foi até a Unimed na sexta-feira passada. Fez a ficha de atendimento 11h30 e foi consultada às 14h10. “Foram 2h40 de espera”, disse. No sábado, retornou ao hospital e enfrentou um chá de cadeira de 1h30. “Passei poucas vezes pelo ‘Janjão’, mas quando precisei, esperei bem menos”.
As empresas pretendem resolver o problema com aumento de médicos no inverno. No Hospital Unimed, há mais plantonistas: quatro no total. Em outros meses, são três. “Nossa meta é não deixar o paciente esperar por mais de uma hora. Se o tempo for estourar, acionamos o plantonista”, disse o chefe da unidade de emergência, Marco Benedetti.
No Regional, a equipe também foi reforçada. Três médicos ficam no pronto atendimento e, se necessário, um quarto profissional é chamado. Na ala infantil, em vez de dois, quatro pediatras trabalham. Roberto Rached, diretor de ambulatório, pediu paciência. “O atendimento é o melhor possível”.
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