Quatro francanas estavam entre os passageiros do avião da TAM que se chocou na noite de domingo com uma aeronave da Gol. A comerciante Maria Ângela Engler e suas irmãs, Maria Helena, Maria Cristina e Maria Amélia, embarcaram no aeroporto de Congonhas, às 22h59, com destino a Ribeirão Preto. O avião não completou o trajeto. Antes da decolagem, as asas das aeronaves da TAM e da Gol - que seguia para Campo Grande (MT) - se chocaram. "Não houve feridos, apenas um pequeno susto e atrasos na agenda dos passageiros", conta Maria Ângela.
No avião onde estavam as irmãs havia outros 119 passageiros. Todos tiveram a viagem transferida para a manhã de segunda-feira. "Nos levaram para um hotel onde jantamos e passamos a noite. Logo de manhã fomos levados para o aeroporto e, finalmente, conseguimos embarcar", disse Ângela.
A comerciante explicou que o impacto sentido dentro da aeronave foi semelhante a um carro que passa rapidamente por uma valeta. Segundo ela não houve pânico, mas os passageiros ficaram sem entender o que realmente aconteceu.
O fim conturbado do passeio de Maria Ângela à capital não se restringiu ao acidente. Por conta da crise aérea, o embarque das irmãs que estava marcado para as 8h30 de segunda-feira só pôde ser realizado depois das 22 horas.
O susto e os transtornos não foram, porém, suficientes para fazer Maria Ângela desistir de voar. "Com certeza vou continuar viajando de avião. O susto, como disse, foi pequeno, nada de alarmante. O que mais preocupou a maioria dos passageiros foi chegar atrasado no trabalho no dia seguinte, além do grande cansaço".
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