Rodovia da morte faz mais duas vítimas


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ÚLTIMO ADEUS - Centenas de pessoas compareceram no velório do médico Calisto Jorge Ticly Neto, ontem, no Colégio Champagnat. Sepultamento aconteceu em Pedregulho, sob forte comoção
ÚLTIMO ADEUS - Centenas de pessoas compareceram no velório do médico Calisto Jorge Ticly Neto, ontem, no Colégio Champagnat. Sepultamento aconteceu em Pedregulho, sob forte comoção
Mais um fim de semana, mais um desastre. A Rodovia Cândido Portinari voltou a matar em dose dupla em um pavoroso acidente. A exemplo do que havia acontecido no fim de semana anterior, duas pessoas morreram, domingo, após a batida frontal entre dois carros perto de Cristais Paulista. Uma das vítimas é o médico e coronel aposentado da Polícia Militar Calisto Jorge Ticly Neto, 55. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital. Preso às ferragens e com múltiplas fraturas pelo corpo, o empresário Delson Justino de Andrade, 42, teve morte instantânea. A Polícia Civil abrirá inquérito para apurar as causas da ocorrência. O acidente aconteceu por volta das 18h30, perto do trevo de acesso a Cristais Paulista. Depois de passar o fim de semana na casa de familiares, em Rifaina, o coronel Calisto retornava para Franca. Ele dirigia um Tempra, que bateu de frente com um Fusca, ano 1984, dirigido pelo empresário Delson Justino. A polícia ainda não sabe os motivos do desastre. "Os dois carros estavam virados com a frente na mesma direção. O Tempra capotou por algumas vezes e parou no meio da pista. Devido à escuridão no local, não foi possível ver as marcas da frenagem. Somente os peritos da Polícia Cientifica é que vão confirmar, por meio de laudo, quem teria provocado o acidente", disse o soldado Melo, da Polícia Militar Rodoviária. Os carros ficaram completamente destruídos e o motorista do Fusca morreu na hora. A frente do veículo dele ficou resumida a um monte de ferros retorcidos. O Tempra do coronel Calisto rodopiou na pista e capotou várias vezes. Ele foi socorrido em estado grave para a Santa Casa. "Estava sem pulsação e com parada cardíaca. Nós o retiramos das ferragens e o levamos ainda com vida para o hospital. Os médicos conseguiram reverter a parada, mas seu estado era mesmo bastante grave", disse sargento Victor, do Corpo de Bombeiros. Por volta de 0h15, o médico não resistiu e morreu. O tráfego de veículos no momento do acidente era intenso. Soldados da Polícia Rodoviária, auxiliados pelos policiais da Força Tática, desviaram o trânsito para estradas ao lado da rodovia. "Quando chegamos, havia um risco enorme de acontecer outros acidentes. Os carros estavam atravessados no meio da pista e o fluxo de carros e caminhões era grande. O tráfego intenso é comum nos fins de semana nesta rodovia", disse o soldado Melo. O corpo de Calisto Jorge Ticly foi sepultado ontem à tarde, no Cemitério Municipal de Pedregulho, com trabalhos da Funerária Francana. Centenas de amigos passaram pelo velório e classificaram sua morte como uma perda irreparável. [FOTO2] O empresário Delson Justino de Andrade era dono de uma pequena fábrica de pré-fresados no Jardim Planalto. Separado, ele seguia para a casa da namorada em Cristais Paulista. Andrade morava com a mãe na Rua Tobias Dias Fernandes, Parque Vicente Leporace. Ele foi sepultado no Cemitério Santo Agostinho, com trabalhos da Funerária São Francisco. Foi o segundo acidente com duas vítimas fatais em apenas uma semana na Rodovia Cândido Portinari. Domingo passado, dois jovens moradores de Pedregulho morreram após a colisão de um Fiat Uno com uma carreta que transportava um barco. A pancada se deu a poucos quilômetros do desastre de anteontem.

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