Para amigos, Calisto Jorge era unanimidade


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O velório de Calisto Jorge Ticly Neto atraiu centenas de pessoas ao Ginásio de Esportes do Champagnat ontem. Médicos, policiais, políticos, empresários e anônimos foram dar o último adeus ao médico e coronel da PM. Eram 14h05, quando o caixão deixou a quadra sob uma salva de palmas. Um caminhão do Corpo de Bombeiros fez o traslado até Pedregulho. Cerca de 70 veículos participaram do cortejo. Foram recebidos por uma pequena multidão, que esperava na porta do velório municipal. "Não há uma pessoa que conheceu o coronel Calisto, que não tenha uma história para contar de algo de bom que ele fez para o próximo. Acredito que Deus julgou que ele pudesse servir no plano superior, assim como serviu na terra. Ele deixou uma história de vida, que é um grande exemplo para todos", comentou o vereador e sargento reformado da PM, Marcelo Mambrini. Nélson Belford, integrante da Loja Maçônica Amor à Virtude, contou que o coronel, a quem chamava de "Calistinho", nunca soube dizer não a ninguém. "Na próxima terça-feira, ele tomaria posse como presidente da nossa centenária loja, mas o destino assim não o quis. Deus leva para ele as pessoas melhores que existem e o Calisto é um dos raros exemplos de ser humano em matéria de bondade e solidariedade. Sabemos que ele plantou uma semente que continuará frutificando. Tudo faremos para seguir seu exemplo, sempre". Para Fahin Youssef Issa Neto, presidente da CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas), Calisto Jorge era uma das poucas unanimidades que conhecia. "Ele estava sempre pronto e disposto a ajudar no que fosse necessário. Deixará muitas saudades". Segundo o tenente-coronel Ércio Arantes, comandante do 15º Batalhão de PM sediado em Franca, é difícil encontrar um adjetivo para definir a importância do amigo. "Ele representava muito, não só para a polícia ou para a classe médica, mas para toda a sociedade. Era um pai para os menos favorecidos. Fazia muitas ações sociais em segredo que, agora, posso contar: conheço casos em que comprou moradias para doar às pessoas carentes que o procuravam. Nós, da PM, perdemos nosso guia, nossa referência. Sempre colaborava com todos. Era mesmo uma unanimidade".

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