As novas palavras aprendidas, a emoção ao conhecer lugares famosos e imponentes, as amizades novas, as vezes que se perdeu e a dificuldade de estar num país desconhecido ainda permanecem com riqueza de detalhes na mente de Ludmila Pires, 24.
Encarregada de exportação num curtume da cidade, a jovem francana morou um mês em Londres, na Inglaterra, entre janeiro e fevereiro de 2006.
Apaixonada por inglês, Ludmila sempre sonhou em conhecer outro país para aprender mais sobre o idioma. Após terminar a faculdade de Letras, começou a trabalhar no curtume e reservar dinheiro para realizar seu sonho. Depois de um ano, aproveitou as primeiras férias no emprego e embarcou para a Europa. Ela prefere não revelar quanto gastou na viagem. “Antes de juntar a quantia suficiente, mantive contato com estrangeiros em Londres para saber as possibilidades de morar na Inglaterra”.
Ludmila ficou hospedada em casa de família e dividia o quarto com uma amiga. As refeições eram feitas fora. “As famílias que recebem estrangeiros têm muitas regras, mas tive sorte, pois na casa em que fiquei, mesmo sendo inverno, podia tomar banho todos os dias (em alguns países da Europa, não é hábito as pessoas tomarem banho diariamente)”. Frio? Ela sentiu nas ruas, pois a casa e a escola tinham aquecedores.
Durante a estada em Londres, fez curso de inglês voltado para negócios numa escola de idiomas para estrangeiros. “O professor era o máximo. Dava aulas descalço”. As aulas eram das 12 às 15 horas; a parte da manhã e um pedacinho da tarde ficavam para as dezenas de passeios que fez. “Escurece muito cedo. Às 17 horas já estava noite”.
Os lugares visitados que mais emocionaram Ludmila foram a BBC London e o Big Ben. “Chorei de tanta emoção. Não acreditava estar em frente àquele prédio monstruoso da BBC em forma de interrogação. No Big Ben, foi um momento mágico, um sonho”.
Outros aspectos que chamaram a atenção dela na Inglaterra foi a limpeza nas ruas da cidade e a educação dos motoristas. “É sério: eles param assim que colocamos os pés na rua para atravessarmos com segurança. Nem semáforos existem. A diferença com o trânsito brasileiro é brutal”. Ela “esticou a viagem” até Paris e Cambridge.
Ludmila voltou falando inglês fluente. “Uso o que aprendi todos os dias, pois trabalho com exportação de couros”. Agora a jovem tem se dedicado a aprender italiano e está juntando dinheiro para viajar para a Itália. “É outro país que admiro muito e vou conhecer”, disse ela, que quer realizar o sonho no prazo de dois anos. Enquanto não retorna à Europa, a jovem contém a saudade com as 400 fotos que trouxe na bagagem de Londres.
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