Dentro do lema superação, o Unimed/Franca terá de acrescentar um novo termo, talvez, o "sobre-humano". É isso do que o time parece necessitar atualmente, depois de dar sinais claros de cansaço no último jogo da série melhor de cinco da final do Nacional, domingo. A equipe francana perdeu as duas primeiras partidas para o Brasília, 96 a 76 no sábado e 87 a 69, fora de casa. O mais enfático dos dois confrontos foi o distanciamento que os donos da casa conseguiram no terceiro quarto.
No primeiro jogo, o placar da etapa complementar terminou 55 a 35, o que ajudou a tornar o resultado final elástico, com diferença de 20 pontos. Nos dois primeiros quartos ainda houve equilíbrio: 41 x 41. No confronto seguinte, a história se repetiu. O segundo tempo ficou em 50 a 33, enquanto no primeiro tempo o resultado parcial tinha sido de 37 a 36.
Sinais de fadiga e queda de produção que o capitão do time não escondeu. "É um desgaste que vem ocorrendo com o tempo e é natural. Não tem como recuperar, porque é um reflexo principalmente das viagens, além dos jogos", disse ontem o armador Helinho, 23 pontos na primeira etapa e 6 na segunda.
Como mais uma vez o time está em desvantagem, o armador do Unimed/Franca se apóia no passado próximo para explicar que existe possibilidade de reversão. "O lema deste ano tem sido a superação, como aconteceu contra o Uberlândia, quando revertemos o 2 a 0 deles. Esses dois dias (antes da terceira partida) servem para descansar", destacou o jogador.
"Vamos fazer isso (descanso) dentro do possível", ponderou Helinho. Para balancear treino e descanso, a alternativa é também a discussão sobre o esquema tático do adversário. "A gente precisa achar alguns pontos estratégicos contra o jogo que o adversário vem fazendo", revelou Helinho.
Na temporada 2007, o Unimed/Franca já realizou 88 jogos. Brasília tem menos de 40 partidas.
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