Falta de energia inferniza francanos


| Tempo de leitura: 2 min
Moradora do Santa Terezinha, Simone Daiane, 21, acende uma vela para procurar alimentos na geladeira durante a última interrupção de energia no bairro: “Pela falta de luz, já perdemos verduras e carnes”, disse.
Moradora do Santa Terezinha, Simone Daiane, 21, acende uma vela para procurar alimentos na geladeira durante a última interrupção de energia no bairro: “Pela falta de luz, já perdemos verduras e carnes”, disse.
Os moradores dos bairros Jardim Portinari, Santa Terezinha, Parque São Jorge e Vila Exposição têm sofrido com as constantes quedas de energia. Alguns chegam a ficar no escuro por quase três horas. Nos dias em que não falta, a energia oscila muito, fazendo com que as lâmpadas comecem a piscar, ficando fracas e, por fim, queimando. O problema não se restringe às residências. O proprietário de uma banca de corte na Vila Santa Terezinha, que preferiu não se identificar, tem sofrido com a falta de energia. “Pago quase R$ 140 de luz por mês e, mesmo assim, ainda fico no escuro. Dependo da energia elétrica para trabalhar e, quando ela falta, a produção é suspensa. Por causa das últimas interrupções, estou com um monte de entregas atrasadas”. O técnico em eletrônica, Danilo Miranda, 25, também está inconformado com a situação. “Bem na hora que eu chego em casa do trabalho, às 17h30, percebo que estou sem energia elétrica. Nem tomar banho consigo. Pior é quando tenho compromisso à noite e a energia não volta antes de eu sair, tenho que dar um jeito e tomar banho de canequinha mesmo”. Há duas semanas, os moradores do Jardim Portinari, próximos à Rua Consuelo Castro, ficaram das 19 às 22h30 sem energia elétrica. A dona de casa Márcia Helena Mello, 45, procurou a CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz) para pedir uma satisfação do problema. “Vieram aqui para ver o que estava acontecendo. Me disseram que iriam investigar a causa e que, assim que encontrassem, entrariam em contato, mas até agora nada”. A energia não tem dia nem hora para acabar. “Quando chove, a situação fica pior. Ainda bem que não chove há alguns dias”, disse a moradora da Vila Santa Terezinha, Idelma Divina Oliveira. Na casa dela, moram quatro pessoas e, quando falta energia, ficam todos no escuro. “O jeito é recorrer às velas, senão...”, disse Idelma, acrescentando que já perdeu alguns alimentos dentro da geladeira. “Já perdi verduras, feijão e carne. Fiquei no prejuízo”.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários